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Alexandra Moura está cada vez mais próxima dos mercados orientais, uma geografia que pode ser crescente para o negócio da estilista: “Há uma atração entre nós e a Ásia, desde a silhueta à sobreposição das peças”, disse a criadora, para quem os mercados internacionais são cada vez mais importantes no negócio.
Atualmente, vende em três lojas no Japão, duas na China, uma no Kuawait, uma em Espanha e outra em Portugal. A atração pelo Oriente funciona como um incentivo ao aumento do negócio naqueles mercados, até porque mostram assinalável apetência pela produção de ‘mistura’ das influências ocidentais.
Alexandra Moura, que acaba de apresentar em Londres a nova coleção, foi distinguida em 2015 com o Prémio Mulheres Criadoras de Cultura, distinção atribuída pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e pelos gabinetes do Secretário de Estado da Cultura e da Secretária deEstado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade.
É entre essa atração pelo Oriente e a infância vivida em Trás-os-Montes que a estilita foi buscar a Heirelom, como se chama a colecção que acaba de apresentar. Está “inspirada nas férias de infância de Trás-os-Montes”, o lugar onde ‘bebeu’ as cores e as formas de padrões que neste momento são uma fonte de inspiração: desde a “pureza dos tecidos brancos” até ao colorido das procissões, passando pela casa dos avós paternos, pela taberna que ficava no andar de baixo e pelos verões que passou descalça, está tudo vertido na Heirloom.