Mariana D'Orey
É com forte otimismo que Alexandra Araújo perspetiva o ano de 2022, não só para a sua empresa mas para a indústria têxtil nacional em termos gerais: “a ‘culpa’ é do caminho de sustentabilidade de raiz que temos feito”, diz a CEO da LMA. Em 27 anos de atividade nunca a afluência à LMA foi tão intensa como tem sido nos últimos meses. “Parecemos um consultório médico”, ironiza Alexandra Araújo, que acredita não ter sido só a digitalização que ajudou a empresa durante a pandemia.
“A digitalização, claro, é importante mas não chega. O boca a boca tem uma função muito importante e a LMA prima pelo serviço, seja com os clientes da marca, seja com os clientes da confecção”, reflete, ao mesmo tempo que assegura que “nenhum outro país fez o caminho de sustentabilidade de raiz que a ITV portuguesa tem feito”.
“Temos feito um caminho extraordinário: desde as questões ligadas à redução do consumo de água e à energia, até às matérias-primas e aos processos. Em Portugal as empresas estão verdadeiramente comprometidas em trilhar esse caminho”, acrescenta. A título de exemplo conta que angariou recentemente um cliente israelita que tinha tido “uma péssima experiência em Itália onde a sustentabilidade é só marketing”.
Com o grande objetivo de apresentar já no ano de 2023 uma coleção 100% sustentável, a LMA levou ao MODTSSIMO59 um conjunto de tecidos e malhas eco-friendly com aplicabilidade para o sector do desporto mas também, cada vez mais, procuradas pelo mundo da moda.