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É um dos mais exigentes mercados mundiais mas onde os fabricantes portugueses de tecidos têm ganho crescente protagonismo. Inovação e qualidade são os trunfos com que a etiqueta From Portugal se apresenta em Tóquio, onde hoje, 4 de outubro, começou a Jitac – European Textile Fair que decorre até à próxima quinta-feira, dia 6.
Ainda sob alguns condicionalismos da pandemia e representadas pelos seus agentes locais, os fabricantes portugueses olham para o certame com o otimismo habitual, confiando na qualidade diferenciadora dos seus produtos e na sua elevada componente de inovação, tão ao gosto do mercado nipónico.
Ao todo, são nove as insígnias portuguesas presentes no Tokyo Metropolitan Industrial Trade Center. Uma comitiva From Portugal composta pela Albano Morgado, Burel Factory, Fitecom, Lemar, Otojal e Troficolor, às quais se juntam ainda a Adalberto, Paulo de Oliveira e Riopele.
Com clientes fidelizados e já várias presenças nesta feira, a Lemar aposta nos seus produtos mais inovadores. “Sendo o perfil do cliente japonês inovador, vamos apresentar a gama mais inovadora dos nossos tecidos”, passando sobretudo pelos fios reciclados e produtos de decomposição acelerada, explica José António Ferreira, gestor de clientes do mercado japonês.
Com vontade de voltar presencialmente o mais depressa possível a este “mercado com enorme potencial”, o líder da Fitecom explica que a aposta nesta edição está focada nalguns dos seus tecidos de maior sucesso. “Há produtos que somos líderes na Europa e diria até no mundo, como por exemplo o shelton, do qual já vendemos milhões de metros. É um dos principais produtos que estamos a promover na Jitac, um clássico, intemporal, de gama média alta”, refere João Carvalho.
No caso da Trificolor, que tem vindo a crescer neste mercado, o destaque vai para a sua coleção AW 23/24, enquanto por parte da Adalberto se acredita que as suas novidades vão impressionar. “Falei com o nosso agente a nossa coleção vai impressionar. Foi feito um trial com alguns clientes e a aceitação foi muito boa. Parte da coleção tem um design mais arrojado, desenhos figurativos, levamos também tecidos inteligentes para homem e mulher”, descreve a sales manager da empresa, Juliana Bertolozzi.
Os tecidos invernosos são o foco da Albano Morgado, que deixou no entanto à consideração do seu agente os produtos a apresentar, enquanto a Riopele mostra a sua coleção AW 23 num país com o qual mantém já uma longa relação. “A Riopele trabalha com o mercado japonês há praticamente 30 anos, cerca de quatro milhões de euros são realizados nesse mercado, representando aproximadamente 5% do nosso volume de negócios”, avança António Soares, o gestor da empresa para o mercado do Japão.
A participação das empresas portuguesas PME na JITAC é mais uma iniciativa da Selectiva Moda no âmbito do projeto que visa promover a internacionalização das empresas portuguesas da área do têxtil e moda. O projeto “From Portugal” é co-financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do Compete 2020 e Lisboa 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.