23 Outubro 19
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Springkode: o ecommerce alternativo apresenta-se

A vida tem sido um carrocel em movimento constante para a Springkode, a start-up portuguesa que se apresentou ao mundo do têxtil no fecho da Convenção ITMF. Com um marketplace dedicado ao segmento smart e sustentável da moda, nasceu há pouco mais de um ano e quer ser protagonista dos novos tempos e tendências.

Nasceu ainda em 2018, tinha no início deste ano apenas três fábricas associadas, mas rapidamente passou para dez e ambiciona agora fechar o ano com 15 parceiros e chegar rapidamente aos 40 fabricantes. Não só nacionais, mas quer integrar também fábricas de Espanha, Itália e Reino Unido.

No cartão de visita com que encerrou o PowerPoint da sua apresentação, além do nome e contactos Reinaldo Moreira tem uma frase que transcreveu da influente revista Forbes: “no novo modelo de e-commerce, é a “Farfetch” para as fábricas”. No final, foram muitos os participantes a levantarem-se da mesa para lhe pedir o cartão.

Reinaldo é um dos três jovens criadores da Springkode. O modelo assenta em empresas tradicionais que trabalham normalmente para marcas de prestígio e reconhecidas pela sua qualidade de fabrico, desafiando-as a recorrer aos materiais sobrantes – stocks e desperdícios – para fabricarem os seus próprios modelos e colecções, que a Springkode comercializa.

A ideia passa por aproveitar matérias sobrantes, stocks e desperdícios, associada à tendência cada vez mais predominante das compras online para fazer chegar aos consumidores a qualidade da roupa made in Portugal a preços mais acessíveis. Isto é conseguido através do corte do intermediário e da redução dos custos associados a uma loja física.

“O cliente consumidor é a razão da existência da Springkode. Propomos aos fabricantes uma alternativa ao tradicional modelo B2B levando-o diretamente ao consumidor como alternativa à fast-fashion”, explicou Reinaldo Moreira perante a atenção de uma plateia vinda dos mais diversos países.

Como condição, a alta qualidade de fabrico e a aplicação dos princípios da produção sustentável. “É um desafio às fábricas para aproveitarem materiais sobrantes, que ficariam em stock ou acumulariam nos desperdícios, criando assim um lucro suplementar”, sintetizou, explicando que contam já com o apoio de designers e influencers, mas também do CITEVE e outras instituições para garantir garantia de qualidade e confirmação de caraterísticas dos produtos.

 

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