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As empresas vão ter mais opções de financiamento na retoma: o governo alargou as garantias públicas nos empréstimos do Estado e criou um novo instrumento de capitalização. “São dois instrumentos muito importantes para ajudarmos a financiar o investimento produtivo e a recapitalizar as nossas empresas”, afirmou o ministro Pedro Siza Vieira.
O governo vai rever o regime do Fundo de Contragarantia Mútuo: é alargado o âmbito de intervenção do fundo de forma “mais permanente”, permitindo não só a concessão de empréstimos a PME, mas também empresas entre os 500 e os três mil trabalhadores.
A percentagem do capital que pode ser garantida pelo Estado também vai ser alterada, ultrapassando a atual barreira de 20%. Mantendo-se as restantes regras.
Foi também aprovado o regime dos empréstimos participativos, empréstimos que podem ser feitos às empresas que, em vez de pagarem uma taxa de juro, pagam uma remuneração em função dos resultados.
Para o ministro da Economia, este sistema “vai permitir às empresas beneficiarem de instrumentos de financiamento para reporem os seus capitais próprios sem terem necessariamente de abrir o capital a terceiros”.