T
Transformou tecidos africanos em moda e, com eles, fez saias, calças, vestidos e até o mítico casaco curto da Casa Chanel: Roselyn Silva, nascida em São Tomé e uma das mais inspiradoras designers de moda da atualidade, mereceu uma extensa reportagem na revista Villas & Golfe, onde ficou bem patente a profusão de cores do seu portefólio.
A revista traça as linhas mestras do seu perfil: quase engenheira de construção civil, abandonou os estudos e a profissão e dedicou-se ao design de moda. Vestia e confecionava para amigos, com os tecidos africanos com ‘pano de fundo’.
Roselyn Silva, refere o texto, sempre viu esses padrões, que ninguém vestia, como algo muito bonito que podia ser misturado com tecidos neutros e ser usado tanto no dia-a-dia como em eventos mais glamorosos. E assim começou a desenhar as suas roupas.
Em 2013, desenhou uma farda para uma amiga chef de cozinha num restaurante em Londres, recorda a Villa & Golf, o que acabou por revelar-se uma oportunidade: foi a rampa de lançamento para a nova vida de Roselyn Silva. Hoje, a estilista tem um espaçoso atelier no Chiado e desenha, para além de roupa, malas, sofás e muitos outros adereços. A sua marca, diz a revista, está posicionada no mercado como artigo de luxo não por ser exageradamente cara, mas porque transporta história e tem acabamentos manuais e cada peça é única e feita à medida.