12 outubro 18
Confecções

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R. Lobo quer crescer mais e faz pontaria ao mercado alemão

Um aumento considerável da sua quota de exportações para o mercado alemão é um dos principais objetivos da R. Lobo, empresa de confecções de Guimarães, especializada em peças de vestuário feitas em jersey circular, que aposta num crescimento acelerado do seu volume de negócios, após ter criado as condições para essa expansão.

A R. Lobo investiu cerca de 750 mil euros em equipamentos (designadamente de corte automático) e na mudança para instalações mais espaçosas e modernas, trocando os acanhados 750 m2 em S. Lourenço de Selho, onde nasceu e deu os primeiros passos, pelos 1 700 m2 de um edifício industrial em Vila Nova de Sande, outrora ocupado por uma tinturaria.

“Agora que temos instalações adequadas às nossas necessidades, projectamos crescer uns 5% a 10%. Para crescer temos se ser cada vez mais eficientes”, explica Carla Lobo, 43 anos, administradora desta empresa que emprega  21 pessoas e fechou 2017 com um volume de negócios de 2,5 milhões de euros.

França e Suécia são os principais mercados da R. Lobo, que apostou decididamente na exportação para resistir ao vendaval que afectou a nossa ITV na sequência da adesão da China à OMC. Em 1998, as exportações representavam pesavam 40% das vendas da empresa, percentagem que dez anos volvidos já estava nos 70%. Hoje, o mercado interno já vale menos de 10% da sua faturação.

“Pôr o foco na exportação foi a decisão acertada. Já não estaríamos cá, se não fosse essa decisão. Resistimos às crises porque estávamos muito focados. Reforçamos a equipa comercial e começamos a ir a feiras internacionais, angariando novos clientes que substituíram os que fugiram porque só nos procuravam pelo preço”, recorda a administradora, que está à esquerda na foto tirada no stand da R. Lobo na última Première Vision de Paris.

Carla Lobo –  que até ao ano passado conseguiu acumular as funções de gestora da empresa fundada pelo pai e de professora universitária na área de Contabilidade de Gestão – não tem dúvidas em afirmar que é muito mais difícil trabalhar agora na ITV de que era quando nela debutou há 22 anos.

“Quando comecei era incomparavelmente menos exigente estar na têxtil. Havia tempo para produzir. Não havia o stress que há hoje. Agora não há margem para erros. Quando sentem que deixamos de ser parceiros de confiança, os clientes vão embora”, conclui a administradora da R. Lobo.

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