16 novembro 22
Investigação

Maria Monteiro

… que segue à frente nas exportações da região norte

Segundo a edição de outono do Norte Estrutura, a fileira têxtil e vestuário é a mais relevante da região Norte de Portugal nas exportações, com um resultado de 4.384 milhões de euros, num quadro em que entre 2011-2021, o Norte reforçou a sua posição nos mercados internacionais, com um aumento das exportações de 45,5%.

É um novo máximo ao nível das exportações, que resulta num excedente de 3.188 milhões de euros da balança comercial de bens na região. Ao mesmo tempo, e segundo o mesmo documento, as exportações de alta tecnologia cresceram 91,3%, no período, 59,9% na média tecnologia e de 44,1% na baixa tecnologia. As fileiras com maior crescimento percentual foram as referentes a instrumentos de ótica, fotografia, de medida, de precisão e médico-cirúrgicos (610,4%), plásticos (81,8%), metais comuns (78,9%), máquinas, aparelhos e material elétrico (62,9%) e produtos florestais (61%).

Ao nível da base territorial, em 2021, a região Norte a Área Metropolitana do Porto lidera as exportações com 50,2%, seguindo-se o Ave (18,4%), Cávado (11,9%), Alto Minho (8,2%) e Tâmega e Sousa (7,3%), com as NUTS III do interior (Terras de Trás-os-Montes, Alto Tâmega e Douro) a serem responsáveis por 4,1% do total das exportações.

Os dez principais destinos das exportações nortenhas mantiveram-se estáveis ao longo da década, com Espanha a manter-se como principal parceiro comercial (26%), seguida da França (16,3%), Alemanha (12,6%), Estados Unidos (5,9%), Reino Unido (5,6%), Países Baixos (4,3%), Itália (4,2%), Bélgica (2,1%), Suécia (1,4%), e Angola (1,3%).

O estudo conclui que o modelo de crescimento das exportações de bens do Norte, entre 2011-2021, “foi equilibrado e promoveu uma transição económica equitativa, que compatibilizou a dimensão social de salvaguarda de emprego menos qualificado com uma dimensão competitiva capaz de criar emprego qualificado e promover a especialização tecnológica”.

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