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Foi no espaço de quem faz moda, na agência de sourcing OSDM, que se falou sobre o futuro do marketing de influência. Perceber como as marcas podem conquistar uma influência qualitativa em vez da quantitativa, foi o tema central do debate que teve José Cardoso como anfitrião.
A audiência não significa influência e por isso em vez de audiência o fundamental é que as marcas consigam captar talento. Esta foi uma das principais conclusões da 3ª edição do Meet The Maker, que além do fundador da OSDM – O Segredo Do Mar, José Cardoso, juntou Ludovic Freitas, especialista em marketing digital, Maria Guedes, do blog @stylista, e a influencer @Drizinha.
Ludovic falou de um questionário online onde 90% das influencers inquiridas afirmaram usar o instagram como meio primordial. O sucesso do instagram deve-se à comunicação visual, mas o peso que o número de followers tem para uma marca / influencer, acaba por criar muita pressão. Desta forma, disse, o novo design do instagram considera dar menos importância ao número de followers e likes, concentrando-se mais no perfil.
Para Maria Guedes, o que parece ser fundamental na procura de uma relação mais genuína e qualitativa é a abordagem. Prefere falar diretamente com o diretor criativo ou comercial, já que muitas vezes a ideia é passada erradamente pela agência. Driziinha, por seu lado, destacou o fator liberdade como primordial.
“Muitas vezes as marcas impõe briefings que não têm nada a ver com o nosso perfil e simplesmente sabemos que não vai funcionar… Há marcas que já quiserem mudar o meu texto, as minhas palavras, impôr um tom de voz que não é o meu”.
Ludovic reforçou que é fundamental para as marcas analisarem a qualidade da audiência e definir um objetivo no casting. Por isso, a escolha da influencer depende muito do desígnio final.
Segundo José Cardoso, tudo se centra no binómio liberdade/proximidade. O digital veio criar liberdade e a liberdade trouxe-nos proximidade. Assim, é fundamental entendermos que a influência é um diálogo bilateral. As influencers são as comerciais da empresa e longo prazo precisamos de as ouvir para entendermos o rumo das coleções. Precisamos de lhes dar voz, porque elas falam com o nosso cliente final, concluiu.