15 junho 23
Sustentabilidade

Maria Monteiro

Oceania Eco-Innovations desenvolve sacos hidrossolúveis

Defensora da produção e do consumo responsável, a Oceania Eco-Innovations desenvolveu um material cujo intuito é substituir as opções de plástico descartável no mercado. O objetivo é o de reduzir o uso daquele que é uma das maiores ameaças para o planeta e para os oceanos em particular.

Os hydrobags são a aposta da empresa como alternativa aos sacos tradicionais: solúveis em água, biodegradáveis e compostáveis, que foram projetados para incentivar o consumidor a usar o máximo de vezes possível no dia a dia.

Fabricados em duas formas, em filme ou tecido não tecido, a solução desenvolvida pela empresa passa, no seu fim de uso, por colocar o saco em água fervida e ele desaparecerá numa questão de segundos, o que evita que se gere resíduos para aterros. Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, a cada minuto é usado, aproximadamente, um milhão de sacos de plástico e Portugal  está na lista dos países que mais os utiliza.

Sensibilizado com o problema, em 2019 Manuel Carvalhosa, juntamente com a sua parceira, começou a investigar novas soluções ecológicas para substituir os sacos tradicionais de polietileno e polipropileno. “Sou uma pessoa muito ligada ao mar e comecei a perceber o problema do plástico nos oceanos e como isso afetava a fauna marinha. Houve um dia em que vi o documentário “Plastic Paradise: The Great Pacific Garbage Patch”, e fiquei em choque com as ilhas que são formadas por todos os tipos de plásticos provenientes dos continentes e dos descartes de navios”, afirmou o CEO num comunicado. 

Começou pela ráfia natural e pelo amido de milho, mas rapidamente percebeu que não eram soluções tão sustentáveis. Até que encontrou o PVA (álcool polivinílico), também usado para revestir as pastilhas da máquina de lavar a loiça, uma matéria hidrossolúvel com características únicas em versatilidade e fabrico. “O PVA é uma resina sintética fabricada com características hidrofílicas, ou seja, é atraído por água para a sua deterioração, é biodegradável e compostável”, explicou o fundador da empresa em comunicado. 

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