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A indústria da moda italiana, que inclui têxteis, vestuário, acessórios, joias e beleza, deverá agregar no final de 2021 um volume de negócios de 82,85 mil milhões de euros, um aumento de 20,5% em relação ano anterior, mas ainda abaixo do nível de 2019, quando atingiu 90,2 mil milhões, o que representa uma queda de 23,8%.
Estes dados, da responsabilidade da Camera Nazionale della Moda Italiana (CNMI), demonstram que “recuperámos 16 mil milhões, mas ainda faltam oito mil”, como disse o presidente daquela organização, Carlo Capasa.
Em 2021, as exportações de moda italiana devem aumentar 21%, para chegarem aos 67,9 mil milhões de euros, segundo projeções da CNMI. Em 2019, as exportações atingiram 71,5 mil milhões, antes de caírem 21,5% no ano seguinte.
Segundo a mesma fonte, nos primeiros nove meses do ano, as exportações de produtos Made in Italy para os 26 países da União Europeia aumentaram 15,7%, sendo 18,2% para os restantes países do mundo. Em termos de mercados individuais, as vendas dispararam 55,2% para a China, 31,2% para os Estados Unidos e 20,6% para a Rússia. Paralelamente, as importações caíram 2,7%: em 2021, devem chegar aos 34,7 mil milhões de euros, em comparação com 39,2 mil milhões em 2019.