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A oferta de máscaras exibindo falsos selos de certificação é denunciada hoje pelo Jornal de Notícias, citando casos que prometem a reutilização até mais de 100 lavagens. O CITEVE adverte, no entanto, que as máscaras até agora certificadas não permitem tal números de lavagens.
Tratam-se de fraudes que a ASAE diz estar já a investigar, mas que para o consumidor mais avisado são de fácil detecção, já que o CITEVE mantém permanentemente actualizada na sua página da internet a lista dos produtos aprovados, com indicação do fabricante e a referência que é atribuída a cada produto. Na manhã de hoje, quarta-feira, dia 29 de Abril, eram 71 os modelos de máscaras certificados, sendo que apenas 46 aprovados para reutilização. Os restantes 25 são máscaras descartáveis ou de utilização única.
A notícia relata vários casos de oferta fraudulenta nas redes sociais. “Máscaras com cores, feitios e dezenas ou centenas de lavagens com certificação. No entanto, uma grande parte das empresas que vendem máscaras reutilizáveis na Internet e em algumas lojas de retalho nunca pediram testes de produtos ao CITEVE”.
Nalguns casos estará mesmo a ser falsamente reproduzido o selo de aprovação do centro tecnológico, como se sabe a única entidade com protocolo com o Infarmed e a Direção-Geral de Saúde para testar e certificar materiais e dispositivos médicos de base têxtil.
Frequente é também a errónea alusão à certificação das máscaras, quando na realidade a aprovação se refere apenas ao tecido que é usado na base da sua fabricação. Esta certificação, no entanto, garante apenas as propriedades antibacterianas do tecido, o que não garante a fiabilidade da máscara como um todo, pois ficam por analisar outros aspectos como a filtragem de partículas e a respirabilidade. “Já detetámos várias situações e entrámos em contacto com as empresas para resolverem o problema”, disse ao JN o director-geral do CITEVE, Bráz Costa.
A notícia refere ainda o caso de autarquias, como a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso ou uma junta de freguesia, que terão já distribuído máscaras com falsas certificações e cita a ASAE, que “tem multiplicado as ações de fiscalização junto de vendedores não certificados e adverte que quem quiser vender deve dar cumprimento aos normativos legais e à legislação aplicável, sob pena de estar a ser desenvolvida uma atividade ilegal”.