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O mercado global do luxo vai crescer este ano 8%, rebocado pelo apetite dos jovens consumidores chineses e o aumento das vendas online, de acordo com um estudo da Bain & Co/Altagamma.
As vendas de roupas, relógios e acessórios de luxo deverão atingir este ano os 280 mil milhões de euros e atravessam uma fase de crescimento sustentável – em 2017 aumentaram 6%.
“Trata-se de um crescimento contínuo e saudável, pois é mais impulsionado pelos volumes do que pelos aumentos de preços”, declarou Federica Levato, co-autora do estudo.
A indústria do luxo é impulsionada pelos “millennials” (18 -35 anos), responsáveis por 85% do crescimento da indústria, uma situação nova que obrigou as marcas a adaptarem a sua estratégia de marketing digital e a renovarem a oferta com produtos capazes de satisfazer este segmento de clientela ultra-conectada e pouco fiel.
Marcas como a Louis Vuitton, Gucci ou Chanel têm investido fortemente em streetwear, especialmente em sneakers.
Os consumidores chineses são responsáveis por um terço do mercado global de luxo, e as gerações mais jovens estão ávidas por moda e acessórios, onde gastam todas as suas economias.
O luxo também é beneficiado pela ascensão das vendas online, que aumentaram 24% em 2017, passando a representar de 9 à 10% do mercado, e devem chegar a 25% até 2025.