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A Farfetch, plataforma de venda online de artigos de luxo, terminou o segundo trimestre com lucros de 67,67 milhões de dólares (67,99 milhões de euros), menos 23% face ao período homólogo do ano passado. A “volatilidade do ambiente macro” explica esta redução.
Apesar do aumento das receitas em 10,7%, a margem de EBITDA piorou, tendo derrapado 4,9%, quando no segundo trimestre de 2021 foi de menos 4,7%. Ao mesmo tempo, o valor bruto das mercadorias na plataforma aumentou 1,29%, para 1,02 mil milhões de dólares.
Segundo o grupo fundado por José Neves, o impacto da invasão da Rússia, o aumento global da inflação e o seu impacto, entre outras vertentes, nos preços dos transportes acabaram por pesar negativamente nas contas do grupo.
Mesmo assim, o também CEO do grupo deixou aos acionistas, em comunicado, uma mensagem de otimismo face ao próximo exercício, altura em que “iremos ultrapassar o fecho das nossas operações na Rússia”, normalizar as operações na China e “começar a ter os frutos dos acordos assinados neste ano com a Reebok, o grupo Neiman Marcus e a Salvatore Ferragamo”. Paralelamente, o grupo está a introduzir “medidas de racionalização de custos, a serem implementadas neste ano“.
A apresentação dos resultados do segundo trimestre foi feita dois dias depois do anúncio da compra de uma participação, à Richemont, de uma participação de 47,5% na retalhista de artigos de luxo online Yoox Net-A-Porter (YNAP), com opção de compra sobre outras partes do capital.
Apesar da redução dos lucros, o mercado parece ter incorporado a notícia de forma positiva: a cotação das ações do grupo fechou nos 9,54 dólares, mas no pós-fecho chegou a atingir os 11,03 dólares (mais 15,62%).