T
Tal como já havia acontecido no início deste ano, a têxtil JF Almeida, sediada em Moreira de Cónegos, decidiu não esperar por decisões políticas e publicações em Diário da República e aumentou em 40 euros todos os colaboradores que auferem o salário mínimo, a que acrescem 4,33 euros de subsídio de almoço.
Em fevereiro deste ano, a JF Almeida tinha anunciado que o salário mínimo dentro da empresa passaria a ser de 700 euros. Assim, em vez dos 705 euros de salário mínimo determinados para o próximo ano, a JF Almeida irá pagar 740 – num contexto em que o Governo pretende atingir os 750 euros de salário mínimo em 2023”.
Fundada em 1979 por Joaquim Ferreira Almeida, atual administrador, a J.F. Almeida dedica-se à produção de artigos de têxtil-lar e exporta cerca de 80% da produção. O grupo tem cerca de 600 colaboradores.
“É um esforço grande, mas é necessário apostar nos trabalhadores e manter as pessoas motivadas neste período difícil”, dizia, em declarações aos jornais, a administradora Juliana Almeida em fevereiro passado.
Apesar da crise, a têxtil-lar de Moreira de Cónegos fechou 2020 sem grandes sobressaltos, com a faturação a registar um recuo mínimo de 4% face ao ano anterior, para cerca de 40 milhões de euros.