Jorge Fiel
As inscrições com desconto para a Heimtextil 2023, agendada para o calendário habitual (10 a 13 janeiro), já estavam esgotadas há mais de sete meses de distância, sinal óbvio e ululante que a magra representação nacional na próxima edição especial de verão não significa um menor empenho do sector na maior feira mundial de têxteis-lar. Uma andorinha não chega para fazer a primavera.
Os 60 stands já garantidos por expositores portugueses para edição do próximo mês de janeiro são um claro sinal de confiança no futuro, que ainda é sublinhado pela reserva de mais de 500 metros quadrados feita pela Selectiva Moda para instalar os três fóruns que promove.
A volatilidade que assola o mundo, com inúmeras empresas a queixarem-se que o peso na sua faturação dos custos de energia e transportes subiram de 2% para 45%, não é suficiente para quebrar a fé das têxteis lar portuguesas.
O impacto da pandemia na vida das empresas ameaça parecer uma brincadeira quando comparado com as consequências da guerra na Ucrânia não faz esmorecer as expectativas das nossas empresas – que souberam aproveitar a crise aberta pela paralisia das cadeias mundiais de abastecimento para fazerem de 2021 o melhor ano de sempre do sector.
Em 2021, as exportações de têxteis-lar atingiram os 763 milhões de euros, o que representa um espetacular crescimento de 17% (112 milhões de euros) relativamente a 2019, o último ano antes da crise.
Este progresso não se confinou aos têxteis-lar. Em 2021 as exportações do conjunto da ITV portuguesa cifraram-se em 5, 419 mil milhões de euros – uma subida de 204 milhões de euros face a 2019.
A participação das empresas portuguesas PME na Heimtextil é uma iniciativa da Selectiva Moda e da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, que visa promover a internacionalização das empresas portuguesas da área da Moda. O projeto ‘From Portugal’ é co-financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do Compete 2020 – Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização e de Lisboa 2020 – Programa Operacional Regional de Lisboa, e pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.