15 março 2022
Custos da energia

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Governo admite apoios diretos na área de acabamentos têxteis

O ministro da Economia afasta a possibilidade de regresso ao lay-off simplificado, mas admite que para as áreas de consumo intenso de gás natural está a ser estudada a possibilidade de apoios diretos às empresas. Um dos sectores assinalados por Siza Vieira é o dos acabamentos têxteis.

Trata-se de medidas que estão a ser analisadas a nível comunitário, ao mesmo tempo que está também a ser avaliada juntamente com os fornecedores de gás natural a possibilidade de realização de contratos de duração mais longa.

Depois de no domingo o secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Correia Neves, ter admitido o recurso lay-off simplificado, o ministro veio ontem, segunda-feira, afastar essa possibilidade. “Até preferimos dar apoios para que as empresas continuem a laborar” do que dar apoios para que as empresas coloquem os trabalhadores em casa, disse o ministro numa conferência de imprensa, citado pela Lusa.

“Esta situação será temporária, o que é importante é preservar a capacidade produtiva”, frisou Siza Vieira, explicando que os vários apoios já disponíveis visam precisamente “tranquilizar os empresários e permitir-lhes tomar decisões que não precipitem a liquidação da sua capacidade produtiva”.

Segundo o governante, é reduzido o número de empresas que até ao momento sinalizou que poderá suspender a atividade devido à escalda dos preços da energia e o impacto dos custos é mais acentuado junto das empresas que consomem gás natural, como são os casos do setor da cerâmica e da área de acabamentos no setor têxtil. É, pois, para fazer face à atual situação nestas áreas que estão a ser estudadas medidas a nível comunitário, como a possibilidade de serem dados apoios diretos às empresas, avançou o ministro.

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