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Em vésperas do congresso da Euratex, o primeiro que se realiza em Portugal, João Peres Guimarães, representante da ATP e o único português do board deste órgão europeu deu uma entrevista ao jornal A Vida Económica, onde fala sobre o estado actual do sector têxtil em Portugal e dos acordos que condicionam o comércio têxtil internacional.
“Infelizmente, e ao contrário do que muita gente julga, são os factores políticos e não os económicos que condicionam grande parte dos acordos comerciais”, afirma o empresário, numa conversa muito centrada nos acordos comerciais que a União Europeia estabelece com outros países, onde a Euratex tenta ter um papel predominante.
A sobrevivência do sector têxtil aos anos de maior crise e a mudança do seu panorama também são abordados, com especial enfoque na Inditex. “Há quem afirme que o renascer da ITV portuguesa deve muito à Inditex mas penso que o êxito da Inditex também de deve muito à nossa indústria. É uma simbiose interessante”, refere João Peres Guimarães, acrescentando ainda que a gigante de Amâncio Ortega é o exemplo perfeito da nova têxtil, com “inovação constante, rapidez e boa relação preço/qualidade”.
O A falta de mão-de-obra e o papel da Euratex na defesa das indústrias europeias são outros dos assuntos abordados, num artigo que pode ser na íntegra aqui.
A convenção internacional da Euratex – Confederação Europeia da Industria Têxtil e Vestuário decorre esta quarta-feira no Porto e tem como tema central a competitividade da indústria têxtil e do vestuário europeia no quadro da globalização.
A par do ministro da Economia, Caldeira Cabral, do presidente da ATP, Paulo Melo, e do presidente da CCDR-N, Freire de Sousa, que abrem os trabalhos, destacam-se ainda no programa as comunicações do presidente da Euratex, Klaus Huneke, e do director geral da ATP, Paulo Vaz. Também empresários, analistas e destacadas protagonistas da ITV nacional vão debater o verdadeiro “case study” que constitui a notável recuperação e modernização do sector em Portugal.