08 julho 2022
Empresas

T

Estado está a deixar as têxteis lar sem rede

“A situação é muito complicada, todos os fatores, como os custos da energia e da matéria prima, estão contra. Tudo. Até as paletas, os sacos de plástico, o cartão de embalagem. Tudo. Não existe preço. É tudo sob consulta. E não recebemos qualquer apoio do Estado”, queixa-se Xavier Leite, presidente da Associação Home from Portugal, traçando em pinceladas de fatura larga o momento delicado que a nossa indústria de têxteis lar atravessa.

Após um 2021 que foi o melhor ano de sempre para o setor – “Só não ganhou dinheiro quem não quis”, refere o empresário, os têxteis lar vivem uma situação de emergência, de salve-se quem puder.

“No início do ano já se notava um ligeiro decréscimo da atividade. Depois com a guerra na Ucrânia, os aumentos constantes no custo da energia estão a exercer uma pressão brutal sobre os preços. A situação está por um fio. Ou param de aumentar ou isto rebenta. Receio bem que as empresas financeiramente menos preparadas não aguentem e desapareçam”, declara Xavier Leite, o CEO da Têxteis Penedo que há pouco mais de um mês assumiu, de facto, a presidência da Home From Portugal.

Esta associação, que aguarda a disponibilização de instalações sede em Guimarães (onde bate o coração dos nossos têxteis lar), prometida pela Câmara local, é presidida por Xavier Leite, que conta na direção com dois vice-presidentes: Fátima Sousa (Domingos Sousa) e Paulo Pacheco (Mi Casa Es Tu Casa).

Sandra Cunha (Pereira da Cunha) preside a Mesa da Assembleia Geral, tendo como vice-presidentes António Leite (Lumatex) e Carlos Carvalho (Cotom Couleur). O Conselho Fiscal é liderado por Pedro Silva (Isadora) e tem como vogais Pedro Lobo (ParallelCotton) e Dionísio Pereira (Pereira & Filhos).

Partilhar