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Os 28 maiores centros tecnológicos da Europa estão reunidos desde domingo e até ao final da tarde de hoje em Marselha, França, para debaterem os grandes desafios tecnológicos que se deparam ao setor e a internacionalização – entre outros temas. A associação – que o CITEVE, Centro Tecnológico do Têxtil e Vestuário, lidera há três mandatos consecutivos – tem como uma das suas prioridades a análise técnica de novos equipamentos e a sua pertinência em termos de produção e, por outro lado, promover a articulação de projetos conjuntos e transnacionais de interesse para o setor ao nível europeu.
Braz Costa, diretor-geral do CITEVE explicou que uma das principais conclusões dos três dias de trabalho foi a necessidade de coordenação das equipas de trabalho que estão neste momento a avaliar as potencialidades que encerram os novos produtos têxteis, alguns deles em fase de investigação.
Portugal vai liderar este processo através de Ana Ribeiro, diretora-executiva do Cluster Têxtil, que, segundo Braz Costa, “passará a coordenar a ação dos grupos especializados” em diversas áreas – como a certificação e a performance têxtil – no sentido de uniformizar o trabalho e torná-lo eficaz em termos de utilização pela fileira do setor.
Os temas técnicos e tecnológicos têm vindo a somar importância ao nível do setor têxtil – nomeadamente no que tem a ver com os novos materiais, alguns deles (como por exemplo os plásticos do mar e o caule de rosas) oriundos das mais inesperadas proveniências.
Neste particular, a performance da investigação e desenvolvimento nacional tem sido assinalavelmente reconhecida do ponto de vista internacional – com os investigadores portugueses a liderarem diversas áreas específicas.
O encontro dos 28 centros tecnológicos – onde cada associado está representado ao mais alto nível – pretende ainda debater pistas para a internacionalização – num quadro em que a guerra comercial global que está no ativo e não dá mostras de abrandamento pode ser um elemento perturbador, cujas consequências importa conhecer.