Ana Rodrigues
O ‘made in Portugal’ está em toda a parte e o mundo já o reconhece: aceitando os desafios da sustentabilidade, o país é já pioneiro na adoção dos princípios da bioeconomia circular, onde se destaca o projeto be@t do CITEVE, que conta com os apoios do PRR, segundo refere Braz Costa, diretor-geral daquele organismo.
“Se dúvidas houvesse, seriam desvanecidas ao constatar-se que a maior e mais ambiciosa iniciativa de I&D de sempre no sector está em curso”, afirmou, em artigo de opinião inserido numa das últimas edições do Jornal de Notícias.
A indústria portuguesa deixou de ser vista como uma fonte de artigos de moda baratos e básicos e “está hoje nas bocas do Mundo por ter indústrias têxtil e do vestuário inovadoras, flexíveis, que produzem qualidade e performance ao mais alto nível”, acrescentou ainda Braz Costa.
O caminho sustentável do ‘made in Portugal’ já foi tomado há alguns anos e os mercados internacionais já o percecionaram e reconheceram. No entanto, a via sustentável é difícil de percorrer quando a indústria ainda depende, por exemplo, “de necessitar de solos extremamente irrigados” ou de “utilizar intensamente matérias-primas de origem fóssil”, explicou.
Neste sentido, a mudança de atitude da comunidade científica, industrial e de distribuição “está agora a dar um definitivo impulso para a verdadeira mudança de paradigma”, conclui o diretor-geral do CITEVE.