T
A dúvida é se são ainda poucas ou se são antes ainda pouco conhecidas, mas a verdade é que o sector da construção está sedento de novas soluções têxteis. Seja para incorporar nos revestimentos exteriores dos edifícios, no melhoramento da acústica ou na área dos tecidos não tecidos para isolamento de coberturas.
Foi precisamente para cruzar perspectivas e tocar desafios que o Cluster Têxtil promoveu, logo na abertura do Modtissimo, um wokshop com o objectivo de debater as tendências, desafios e oportunidades que se colocam ao Sector Têxtil e do Vestuário na sua interligação com o sector do Habitat. Por um lado, “cruzar ideias, criar negócio”, como sintetizou o director-geral do Citeve, Braz Costa, e por outro “formular estratégias e preparar o sector para os desafios de 2030”, como expôs a directora executiva do Cluster, Ana Ribeiro.
E os desafios saltaram de imediato: “A construção está sedenta de novas soluções e o têxtil tem que entrar mais na construção”. Foi quase em tom de súplica que Pedro Sequeira (na foto), o director técnico da Weber / Saint Gobain, falou da dificuldade em encontrar tecidos não tecidos que possam melhorar o comportamento das coberturas dos edifícios, tecidos e fibras para melhorar a flexibilidade e redes que reforcem a robustez nas argamassas.
Também João Martins, director da Viriato Hotel Concept, que equipa unidades hoteleiras de luxo em todo o mundo para as mais conceituadas cadeia do sector, explicou a importância do têxteis técnicos e inovados para a concretização dos grandes negócios. “Não é o preço, é a capacidade de oferecer soluções práticas e inovadores para incorporar em todos os elementos que são decisivas e que conquistam novos clientes”, frisou. E o têxtil tem um papel já que corresponde a mais de 60% do orçamento global.
Desafios que, pelos vistos, até já nem o são assim tanto. Que o director-geral do Citeve, que o empresário António Falcão, da Têxtil António Falcão, concluíram que em grande parte a ITV portuguesa já esta preparada para responder a esses desafios. “A questão é saber como levar a jogo as empresas portuguesas e analisar por onde podem entrar”, resumiu Brás Costa. E esse é um caminho que o Cluster Têxtil agora começa a desbravar.