T71 - Março/Abril 2022
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T71 – O desejo de ser único virou marca

Pode-se dizer que a paixão pelo streetwear veio dos tempos em que, ainda adolescente, se dedicava á prática do skate, mas o salto para a confeção de roupa deu-se já no liceu, e foi motivado pelo drama de qualquer adolescente: a vontade de se expressar e dessa forma ter o próprio dinheiro, sem ter de o pedir aos pais.

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Andava Mr. Anderson a personalizar as suas próprias calças de ganga, com pinturas, patches, rasgões e, mais tarde, técnicas mais avançadas como a impressão de imagens diretamente no tecido, quando os colegas começaram a reparar e a querer igual. “Foi aí que eu percebi que havia um mercado para a minha arte. Era algo que eu gostava de fazer, e passou de ser um hobby a um full time! Um sonho tornado realidade”, explica.

Assim começou então o seu pequeno negócio, que levou consigo quando partiu para Manchester para estudar Produção Musical. E longe dos seus clientes habituais, acrescentou-lhe um upgrade: as vendas no ebay. “Fizemos uma coleção cápsula de 100 peças e correu muito bem, e aí começou tudo a tornar-se mais a sério”, revela. 

Um processo que não foi fácil. “Ao início cometi muitos erros. Não percebia nada de têxtil. Mas depois fui-me aconselhando e por tentativa erro comecei a afirmar-me. Numa das vindas a Portugal, entrei em contacto com várias fábricas que me fecharam as portas, mas depois de muita persistência, consegui encontrar um fornecedor que acreditou no projeto e aí nasceu uma parceria que perdura até aos dias de hoje. No início fiz um pouco de tudo: comercial, ia às lojas, era designer, fazia logística, levava as encomendas aos correios…”, conta. 

No entanto, e porque Mr. Anderson nunca faz nada pela metade, não bastava criar mais uma marca de streetwear. Esta teria de ser diferente, de se destacar, de carregar o seu cunho. “Escolho um tema que faz sentido para mim e depois dou-lhe uma roupagem mais street, mais trashi, mais suja”, explica. Até porque para Mr. Anderson a moda é ela também em si uma das mais sublimes formas de arte.

“Ao convidar artistas para intervir nas peças, o que estamos a fazer é criar não só roupa mas uma galeria de arte em movimento”, enfatiza. “É também por isso que trabalhamos para um nicho e produzimos pouca quantidade. Não queremos estar em todo o lado, não nos interessa isso. As nossas peças estão direcionadas para um público específico, selecionado, e nós gostamos disso”, explica. Tanto que, para além da sua loja online, até ao momento só estão presentes em três lojas físicas. “Fazemos uma expansão lenta porque só queremos estar em lojas que elevem a nossa marca”.

Quanto ao nome, a explicação é simples. “Desde do início, surgiram imensas dificuldades, desde o registo à primeira produção e ao desenvolvimento dos modelos, foi bastante complexo e senti que a marca precisava de um nome forte. Percebi que o “Metralha” era um bom nome, que implica força e resistência”.

A Empresa

Metralha Worldwide
Centro Comercial Vinova Loja 25
4760-114 Vila Nova de Famalicão

O que faz Streetwear exclusivo e único, que mais do que roupa pretende proporcionar uma experiência a que o usa Peças Para além das calças que deram o mote à marca, produzem também hoodies, t-shirts, casacos e acessórios Conceito Exprimir a sua arte através de peças de roupa, o que levou a parcerias com artistas plásticos Espaços de Venda Estão presentes na Collective (Trofa), Skills (Braga) e Looping (Famalicão), pata além da loja online.

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