17 Maio 2018
Carolina Guimarães
Fotos: Roberta Braga e Claúdio Pedroso
Foram quatro dias intensos em Fortaleza, naquele que é um dos maiores festivais de moda em todo o Brasil e o maior de moda autoral em todo o país. O Dragão Fashion Brasil apresentou, nesta edição, 38 desfiles, assim como uma recheada agenda paralela em que se incluíam concertos, palestras e workshops. Confira o nosso TOP 6 e alguns dos nossos momentos favoritos:
TOP6 – Weider Silveiro e o poder dos padrões
Num desfile totalmente no feminino, Weider Silveiro provou que o mito de não se poderem misturar padrões não passa, de facto, de um mito. As bolas, as riscas e as flores misturaram-se na perfeição, tal como os ovos, a farinha e o açúcar se misturam num bolo, fazendo desta coleção do brasileiro um mix perfeito e atual, muito ao estilo das grandes marcas internacionais. “Ri’speckt” foi a palavra que deu o mote (e, em alguns casos, o nome) a estas peças, numa celebração do ser feminino.
TOP6 – Iury Costa: cor e espaço para tudo um pouco
Sérvulo Esmeraldo, reconhecido artista brasileiro, foi a inspiração de Iury Costa para a coleção que apresentou no Dragão Fashion Brasil. Num desfile misto (em todos os aspetos), viram-se propostas para homem e mulher, gangas, tecidos e malhas, peças fluídas e formas rígidas, lisos e estampados, looks mais arrojados e outros mais tradicionais. Tudo sem nunca perder a coerência, dada pelo bom gosto do estilista, pela cadência do desfile e pelos acessórios marcantes, que deram vida e uma linha condutora a todo o espetáculo.
TOP6 – Tanden veste a mulher todos os dias
Cor. É talvez esta a palavra que melhor descreve o desfile de Tanden, que desmistifica a antiga tendência do pandam. A mistura arrojada de cores, a sofisticação e a elegância fazem desta uma coleção eclética, pronta a ser usada por mulheres confiantes. Com peças mais formais e outras para o dia-a-dia, que têm sempre em comum uma linha muito feminina, esta coleção é eclética também no seu estilo, permitindo a uma mulher vestir-se de segunda a domingo, para o trabalho, para o jantar ou para uma festa mais especial.
TOP6 – Almerinda Maria: um mix entre a tradição e o atual
Não há como não ver a elegância das peças de Almerinda Maria, que mistura as tradicionais rendas com a imagem de uma mulher leve e confiante, conforme se quer atualmente. A paleta de cores pastel transmitiu uma serenidade que combinou na perfeição com a bossa nova que se ouvia como música de fundo durante o desfile. A capacidade de misturar os diferentes desenhos na renda e os vários tecidos em tons acetinados, assim como proporcionar diferentes volumetrias e desenhos, fez com que este fosse um dos nossos desfiles de eleição.
TOP6 – Jefferson Ribeiro relembra a Bahia
Foi a Bahia, a terra natal de Jefferson Ribeiro, assim como as suas festas típicas e as cores das suas casas, que deram o mote à nova coleção do criador. Fugindo do tradicional preto e branco que normalmente pintam as suas peças, a passarela foi inundada por estampados coloridos que remetiam para a Festa de Largo, uma comemoração popular dos anos 80 na Bahia. As diferentes volumetrias e os chapéus arredondados lembram os trajes típicos das baianas, numa autêntica viagem no tempo e no território brasileiro.
TOP6 – Lindebergue diz não à ditadura da beleza
O desfile de Lindebergue não vale pelas roupas apresentadas, mas sim pela mensagem que se subentende. Com peças maioritariamente em plástico – tentando transmitir a “plasticidade” que se vive no mundo da moda – o desfile foi feito por modelos que fogem do típico estereótipo de magra/bonita/definida. “As Travestidas”, um conjunto de artistas transgénero e travesti, envergaram orgulhosamente as peças do estilista brasileiro, que mostrou que não há tamanho, forma ou género para se estar na moda e que todos se devem sentir orgulhosos na sua pele. Ou, como estampa em algumas das suas peças, ter acima de tudo “amor próprio” para oferecer.
Os alunos do Senac de Sergipe foram os grandes vencedores do “Concurso aos Novos”, com uma coleção trabalhada a partir de materiais reciclados, como a malha esticada e botões diversificados, ganhando um prémio de dez mil reais.
Não há Brasil sem biquínis. A Bikini Society foi uma das marcas de swimwear que desfilou na nova sala do evento, o DFBeach Club.
A HandLace encantou toda a gente com os detalhes dos seus biquínis e acessórios.
David Lee – um estilista dedicado ao menswear – foi um dos últimos a desfilar e marcou pela diferença, com um final de desfile original, com os manequins a segurar flores.
O nosso TOP6 do Dragão Fashion Brasil
Foram quatro dias intensos em Fortaleza, naquele que é um dos maiores festivais de moda em todo o Brasil e o maior de moda autoral em todo o país. O Dragão Fashion Brasil apresentou, nesta edição, 38 desfiles, assim como uma recheada agenda paralela em que se incluíam concertos, palestras e workshops. Confira o nosso TOP 6 e alguns dos nossos momentos favoritos: