Bebiana Rocha
O projeto autoral ZALDA, criado pela jovem designer Esmeralda Dias, entra este ano numa nova fase: a marca sai do estúdio e percorre o país através de pop-ups e ativações presenciais em galerias, oficinas artísticas e skateshops, ainda a anunciar.
Natural de Santa Maria da Feira, Esmeralda explica ao T Jornal que o seu percurso se desenvolve em torno da moda, de conteúdos culturais e de iniciativas que cruzam a criação artística, a música e a comunidade.
“A ZALDA nasce da vontade de criar fora dos moldes convencionais. A marca combina técnica artesanal sustentável com uma forte influência da estética punk, resultando numa moda autoral, streetwear, tecnológica e consciente”, contextualiza.
“Desenvolvo peças únicas que unem pintura manual aplicada à impressão têxtil, ilustrações em serigrafia, peças transformáveis e matérias-primas resgatadas de sobras industriais”, acrescenta.
Esmeralda conta no currículo a final do Concurso Ecodesign do Portugal Fashion (2021), participação no Concurso Bloom do Portugal Fashion (2022) e integrou a exposição Workstation New Media da Moda Lisboa.
Com foco na autenticidade, tem vindo a desenvolver projetos próprios, como ‘Sons do Desassossego’, uma série com músicos emergentes que une música e peças produzidas pela própria. Este projeto, com um ano e meio de duração, e “foi selecionado para o programa de mentoria e capacitação Ideias a Atos”, uma iniciativa do Teatro D. Maria II e da Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com o Município de São João da Madeira.
Além disso, Esmeralda produz figurinos para dança e teatro, organiza encontros criativos com outros artistas e desenvolveu recentemente um novo formato que dá palco às suas criações e ao rap de intervenção. “O projeto consiste na produção de visualizers performativos, inteiramente concebidos por mim – vídeo, styling e direção de arte – com artistas emergentes”.
Ao partilhar o seu percurso no T Jornal, Esmeralda espera abrir portas a novas colaborações e oportunidades de expansão da marca.
