08 setembro 23
Inovação

Ana Rodrigues

Walmart e Rubi Laboratories transformam CO2 em tecido

O Walmart anunciou uma parceria com uma startup americana, a Rubi Laboratories. Juntos estão a desenvolver um projeto piloto que utiliza uma tecnologia para capturar carbono e transformá-lo em celulose para a produção de tecidos biodegradáveis e de emissões negativas.

Este projeto piloto serve para testar como adotar a tecnologia em fábricas que integram a cadeia de produção do Walmart, conseguindo assim auxiliar no compromisso de reduzir emissões tipo 3, que incluem a dos fornecedores.

A tecnologia começa por capturar o CO2 antes de ele ser lançado na atmosfera, fazendo com que seja submetido a um tratamento com enzimas que funcionam como catalisadoras e transformam o gás em polímeros que compõem a celulose. Portanto, o processo é semelhante à formação de paredes celulares que ocorre nas plantas.

O material obtido pode ser diretamente inserido na fabricação têxtil existente e ser transformado em fios, fibras e têxteis. Exemplo disso – segundo a Rubi Laboratories – é o liocel, uma fibra vegetal frequentemente comparada com a viscose, mas mais sustentável. Sendo feitos unicamente de celulose, os têxteis que fabricam são 100% biodegradáveis, como o papel e a madeira que, depois de utilizado diversas vezes, pode ser descartado como lixo orgânico.

Numa outra fase do projeto, as duas empresas pretendem projetar e desenvolver uma coleção protótipo de peças feitas com esse novo material, segundo explica o artigo da Reset. Estes testes irão decorrer até ao final de 2024 e, mesmo tendo já obtido sucesso na produção de fios sustentáveis e ecológicos, a startup ainda precisa de provar que consegue viabilizar a produção em escala comercial. A Rubi Laboratories surgiu em 2021 e desde a sua origem chamou a atenção de marcas como a Pangaia e a H&M.

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