Bebiana Rocha
A Vilarinho terminou na passada quinta-feira a sua participação na Munich Fabric Start com um sentimento de missão cumprida. Em declarações ao T Jornal, Mário Ferreira, commercial manager, faz um balanço positivo da feira, revelando que o primeiro dia “correu muitíssimo bem” e que a dinâmica se manteve também ao longo do segundo.
Ao contrário da perceção partilhada por alguns expositores sobre um fluxo de visitantes mais contido, a Vilarinho viu os seus objetivos concretizarem-se. “Os clientes que convidámos apareceram, cumprimos a missão de prospeção e saímos de Munique com novos contactos”, afirma.
Para Mário Ferreira, este resultado é consequência de um conjunto de fatores. “Somos ativos no mercado, contamos com agentes locais e fazemos sempre o trabalho de casa de criar sinergias com quem já está no terreno. Além disso, temos um produto que encaixa muito bem naquilo que o mercado alemão procura”, explica. A Alemanha continua, por isso, a assumir-se como um mercado estratégico para a empresa.
Sob o conceito Authentic Matter, a Vilarinho apresentou a sua coleção para o outono-inverno 2027/28, uma proposta construída em torno da valorização de materiais autênticos, com raízes na natureza e moldados pelo tempo, tecidos que transportam tradição e savoir-faire e que pretendem afirmar-se como uma janela para o essencial e o intemporal.
A proposta revelou-se particularmente alinhada com o espírito desta edição da Munich Fabric Start, dedicada ao tema TASTE, centrado na autenticidade, na materialidade e na valorização da qualidade e da experiência sensorial.
Esse alinhamento ficou também refletido no reconhecimento da própria organização, que selecionou várias amostras da Vilarinho para integrarem os fóruns de tendências da feira, espaços de referência que ajudam a orientar o desenvolvimento de coleções e confirmam a influência crescente do Made in Portugal na definição das tendências internacionais.
Entre os artigos que despertaram maior interesse dos visitantes estiveram os tecidos com maior tridimensionalidade e as propostas cromáticas assentes em tonalidades próximas entre si, sem grandes contrastes. Mário Ferreira destaca ainda a forte consolidação, conseguida ao longo de vários anos, de tecidos para camisaria City em fios finos com acabamentos sofisticados, direcionados para os segmentos de Homem e Senhora, assim como as flanelas finas “de altíssima qualidade”.
Sobre o calendário da feira, o responsável considera que as datas continuam a ser adequadas para o segmento da moda, embora reconheça que, naquela região, os meses de junho e julho coincidam com o período de férias de alguns clientes. Ainda assim, essa circunstância não comprometeu os resultados alcançados e Mário Ferreira despede-se de mais uma edição da Munich Fabric Start com a sensação de ter cumprido plenamente os objetivos traçados.
