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“Desde outubro de 2022 que os mercados externos estão a responder mal” – com uma sensível descida da procura, induzida pela inflação – é o Governo tem o dever de ajudar os empresários em geral e o têxtil em particular a encontrar medidas que permitam o alívio desta situação conjuntural. Foi nesse sentido que o CEO do Grupo Valérius, José Manuel Vilas Boas Ferreira, interveio na primeira edição dos Encontros da Economia, em Guimarães.
“As encomendas estão mais curtas”, mas é importante que o Governo tenha consciência que o que o têxtil induz “em termos de crescimento do PIB” não pode ser perdido por uma conjuntura adversa cujo termo ainda não é totalmente visível. “É uma indústria sensível, onde as pessoas contam em 80% e as máquinas apenas 20%”, recordou José Manuel Vilas Boas Ferreira, para expor a importância económica mas também social de uma intervenção rápida.
O CEO da Valérius expôs também – era esse aliás o tema do debate – o que de mais inovador “e pioneiro, concentrado na Valérius 360”, tem sido feito nessa área pelas várias empresas do grupo.
A primeira edição dos Encontros da Economia teve lugar na passada sexta-feira, 5 de maio, no auditório do Teatro Jordão, em Guimarães e resulta de uma iniciativa do Ministério da Economia e do Mar, apoiada pelo município de Guimarães e que teve como organizador o Banco Português de Fomento.
O evento contou com a presença de António Costa Silva, Ministro da Economia e do Mar, Pedro Cilínio, secretario de Estado da Economia, e José Maria Costa, secretário de Estado do Mar, entre outras individualidades.
Para António Costa Silva, a realização dos encontros permite que os organismos do Estado “identifiquem problemas para que sejam encontradas soluções”. O ministro disse acreditar profundamente na potencialidade de um Quadrilátero Industrial constituído por Guimarães, Braga, Famalicão e Barcelos, e lembrou que “os países mais avançados do mundo têm um sistema industrial forte”.
Na sua intervenção, Domingos Bragança, presidente da autarquia, afirmou que “dialogar é importante para, umas vezes, validarmos as nossas opiniões, e, outras, incorporar novas ideias no nosso pensamento, sermos surpreendidos e inspirados”.
A importância da região foi também evidenciada por Maria Celeste Hagatong, presidente do Banco de Fomento, quando disse que “uma das bases mais importantes da atuação do banco é o Norte”. Maria Celeste Hagatong fez saber que a instituição a que preside, criada há dois anos, dispõe de inúmeros instrumentos de apoio a que em breve se juntará a possibilidade de transferência dos seguros de crédito com garantias do Estado para a instituição a que preside.