19 maio 23
Inovação

Ana Rodrigues

Universidade de Cambridge cria tecidos inteligentes

A partir de fibras que podem ser tecidas em máquinas convencionais, uma equipa internacional da Universidade de Cambridge está a criar tecidos inteligentes. Os tecidos incluem LEDs, sensores e um sistema de captação e armazenamento de energia. Os tecidos podem ser feitos em qualquer formato ou tamanho e utilizando maquinaria convencional.

Os novos tecidos são compostos por numerosos dispositivos fibrosos, como unidades de armazenamento de energia, emissores de luz díodos e transístores. Esses componentes podem ser tecidos em fibras normais (sintéticos ou naturais). A equipa de investigação produziu – com sucesso – patches de teste de tecido inteligente de cerca de 50×50 centímetros, graças à colaboração com fabricantes têxteis. Estes tecidos podem ser fabricados em grandes quantidades e, em vez de usar instalações eletrónicas especializadas, é possível produzir telas e monitores enormes e flexíveis em teares industriais, reduzindo significativamente os custos de produção. Ainda assim, segundo os investigadores, o procedimento está em fase experimental.

A equipa descobriu que é mais ecológico e económico tecer componentes eletrónicos, optoelectrónicos, sensores e fibras de energia nos teares industriais utilizados para criar tecidos convencionais, pois a utilização de instalações especializadas na fabricação de microeletrónica é muito cara e gera muitos resíduos.

O estudo publicado na revista Science Advances demonstra, ainda, a possibilidade de criar tecidos inteligentes como substitutos de componentes eletrónicos utilizados em diversos sectores, como o automóvel e a moda.

Já há alguns meses a Universidade de Cambridge, em parceria com a finlandesa Aalto University, deu a conhecer o desenvolvimento de tecidos que reagem ao calor.

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