09 Abril 2019
Work Wear

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Ultra Creative faz 20 anos e quer diversificar destinos e clientes

Nasceu há duas décadas vocacionada exclusivamente para o Work Wear, fabrica fardas para a Shell, para a Cruz Vermelha finlandesa, e os polos que identificam os funcionários da Starbucks (fotos abaixo), mas a Ultra Creative aposta agora em diversificar.  Tanto nos clientes como nos produtos e nos destinos das suas exportações, que faz praticamente a 100%.

Depois de há um ano ter mudado para novas e mais amplas instalações e ter investido mais de 50 mil euros na melhoria e modernização do parque de máquinas, a pequena têxtil de Esmeriz, Famalicão, ambiciona também crescer 5% ao ano para chegar ao milhão de euros em facturação (750 mil em 2018).

“Não temos pressas, queremos ir passo a passo, com os pés sempre assentes no chão, e na actual conjuntura um crescimento de 5% já seria bastante bom”, diz o precavido António José Ferreira – ao centro, na fila de trás na foto – que já por duas vezes teve que fazer o negócio como que renascer.

A primeira, quando era apenas agente têxtil e decidiu passar para o fabrico próprio, “para ultrapassar as mentirinhas dos confeccionadores e poder assumir os compromissos com os clientes”. Foi há 20 anos, data que esta tarde dia 9 de Abril, a Ultra Creative assinala numa festa com a equipa de 14 trabalhadores (foto) e alguns convidados especiais.

O segundo sobressalto veio a meio do percurso, em 2009, quando o cliente holandês para quem trabalhava praticamente em exclusividade fechou as portas. “Tivemos que recomeçar quase do zero. Cativamos uns quatro ou cinco clientes que eram deles, mas de pequena escala, e tivermos que ir à procura de outros novos”, explica o administrador da empresa.

E embora o grosso das vendas continue a ter como destino a Holanda (80%), a aposta recente na presença em feiras internacionais já orienta negócios para destinos, com o Alemanha, França ou Inglaterra. O foco da produção mantém-se no work wear – “é mais estável que a moda” – tendo também em cadeias de hotelaria e restauração os seus principais clientes. “Mas com esta abertura não fechamos a porta a nada”, esclarece o administrador.

Como última criação, António José Ferreira destaca o polo fabricado com materiais sustentáveis que é agora envergado pelos funcionários da Shell em todas a lojas dos postos de abastecimento da Holanda. “É feito com algodão sustentável é também com kapok, um fio obtido a partir de um fruto indonésio e que tinge como o algodão”, que leva também estampada a mensagem ambiental “Livre de CO2, segue a nossa peugada”, o que deixa o empresário orgulhoso. “E é tudo aqui feito por nós”, remata.

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