Ana Rodrigues
Face ao ano anterior e de acordo com os dados do Eurostat, as exportações de resíduos têxteis diminuíram 3%, embora continuem a aumentar em comparação com os valores pré-pandemia. A UE exportou 1,8 milhões de toneladas em 2022 e, no total, a Europa exportou 32 milhões de toneladas de resíduos para o estrangeiro.
Entre os países membros da UE, a Bélgica é o país que mais exportou produtos têxteis em 2022, com 221.876 toneladas, o que representa um decréscimo de 5,5% face ao ano anterior, representando um reflexo da tendência geral do sector durante o ano, que registou quedas em todos os países.
Já a Alemanha (que exportou 199.876 toneladas) e a Polónia (que exportou 196.466 toneladas), que são os dois países seguintes que mais exportam resíduos têxteis para o estrangeiro, também diminuíram 12% e quase 1% face a 2021.
Dos grandes países europeus que mais exportam resíduos têxteis, os Países Baixos são os únicos que aumentaram a quantidade de resíduos exportados em 2022. O país atingiu 141.262 toneladas, 8,1% a mais que no ano anterior. Por seu turno, a Espanha exportou 120.724 toneladas para países fora da UE, menos 13,9% que em 2021.
Em comparação com os números pré-pandemia, no entanto, a maioria dos países aumentou os números das exportações têxteis em comparação com 2020. Este aumento é especialmente relevante em países como França ou os Países Baixos, que já estabeleceram sistemas coletivos de responsabilidade alargada do produtor (Scrap), responsáveis por estruturar e organizar a recolha e reciclagem de vestuário têxtil em cada país.
Segundo os dados do gabinete de estatísticas, a Turquia é o principal destino dos resíduos, recebendo um total de 12,4 milhões de toneladas de resíduos europeus, o que representa 39% do total, longe dos restantes países. Os outros países para onde a Europa exportou maior quantidade de resíduos foram a Índia (com 3,5 milhões de toneladas), o Reino Unido (2 milhões de toneladas) e a Suíça (1,6 milhões de toneladas).