27 dezembro 24
Empresas

Bebiana Rocha

TrimNW terá nova morada, novos projetos e clientes em 2025

A TrimNW entra em 2025 com novas instalações, uma mudança para conter os custos, explica Rui Lopes, administrador da empresa. “Estamos em instalações alugadas, desde o início que pretendíamos passar para instalações nossas. Com o aumento das rendas e a perspetiva de crescimento das vendas decidimos fazê-lo no próximo ano”, contextualiza ao T Jornal.

O novo espaço, a cerca de 20 quilómetros do original, foi comprado em julho deste ano, desde aí que tem vindo a ser adaptado às necessidades da empresa, sem parar a produção. “Será uma mudança demorada, vamos tentar fazê-la até julho para não pararmos a produção por completo. Os equipamentos são pesados o que requer cuidados na mudança”, chama à atenção o CEO.

A ideia com este investimento é também introduzir painéis fotovoltaicos, o que vai permitir uma poupança na fatura entre 30-35%. “Estamos maioritariamente na área automóvel, pelo que não é fácil passar os custos para os clientes. A ideia com estes dois investimentos é controlar os custos”, diz Rui Lopes, não esquecendo ainda o peso das oscilações dos preços das matérias-primas e dos transportes.

Para as matérias-primas a TrimNW está já a trabalhar numa solução para reduzir as suas importações: fazer matéria-prima com plásticos reciclados menos nobres. “O reciclado de poliéster mais comum e simples vem das garrafas, o que estamos a desenvolver em conjunto com o CITEVE, PIEP e a EcoIberia, é fazer uma matéria-prima a partir de um reciclado menos nobre, que tenha as mesmas características técnicas. Estamos neste momento em fase de testes e validação”, enquadra, entusiasmado.

Uma parte foi recentemente revelada numa feira profissional em Estugarda: “estamos a ter bons resultados, as perspetivas são de conseguirmos uma matéria-prima a preços competitivos, porque neste momento o reciclado de garrafas é mais caro do que o poliéster virgem, o que torna difícil convencer os clientes”, conclui.

Este desenvolvimento enquadra-se no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, tendo como data prevista de término dezembro de 2025. Enquadra-se também no plano de investimentos anuais da TrimNW. Recorde-se que a empresa investe por norma 7% do valor das vendas em inovação e este ano que se aproxima não será exceção.

Em jeito de balanço, o administrador diz estar à espera de um crescimento nos resultados em relação a 2023 – “ainda não tenho os números deste mês, mas temos perspetivas de crescer 5-7%. Já tem sido a nossa média de crescimento”, feito de forma sustentada, esclarece.

A TrimNW entrará em 2025 garantidamente com o pé direito, Rui Lopes, administrador, conta ao T Jornal que a empresa tem um novo cliente que trará um aumento entre 15-20% no próximo ano.

“É um negócio na área médica e higiénica, o que acaba por ser um projeto adicional aos clientes que já temos na área automóvel”, começa por dizer, avançando que o contacto surgiu no seguimento do fecho da linha de produção – “o cliente produz o que nós produzimos, mas tem uma linha que vai parar. A ideia é ficarmos a fornecê-los”, explica.

Com este negócio, e outros, Rui Lopes admite que existirá necessidade de contratar mais colaboradores: “neste momento temos 30 trabalhadores, as perspetivas são de subir para os 40. Mais dez, o que é um aumento significativo na estrutura”, avança.

Os colaboradores darão ainda apoio às encomendas da área automóvel, que apesar da crise na Alemanha, não vão parar. “No nosso tipo de área o que acontece é que quando há crises no mercado europeu a nossa concorrência acaba por se reajustar e fechar alguns negócios mais pequenos. Nós acabamos por conseguir ganhar esses negócios, por exemplo em setembro um concorrente nosso deu intenções ao mercado que ia parar uma linha de produção tivemos clientes a ligar à procura de alternativas de fornecimento”, dá conta da dinâmica.

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