Bebiana Rocha
A Inteligência Artificial é cada vez mais tida como um motor de inovação e competitividade para as empresas. O sector têxtil e vestuário tem feito por incorporá-la aos poucos sendo os dois exemplos mais proeminentes a TMG Automotive e a Riopele.
“Com a ajuda do machine learning é possível prever falhas em equipamentos e melhorar a gestão de inventário, ajustando automaticamente os pedidos de materiais com base em dados históricos em tempo real”, assegura Sérgio Lopes, assessor de inovação, num artigo da Revista Indústria Têxtil. Citando como exemplo a empresa de Isabel Furtado, que tem conseguido “ganhos de eficiência e uma redução de desperdícios”.
Por sua vez, a Riopele “tem integrado soluções de visão computacional nos processos de inspeção da qualidade dos tecidos”. A visão computacional permite fazer um controlo rigoroso de cada metro de tecido para que sejam cumpridos os mais elevados padrões de qualidade, explica.
A terceira aplicação que está a ser feita da IA na fileira é a robótica avançada para automatizar tarefas de corte e costura de tecidos, de forma a reduzir o tempo de produção. “A IA tem potencial para eliminar tarefas repetitivas e perigosas, permitindo que os trabalhadores se concentrem em funções mais criativas e de maior valor acrescentado”, diz Sérgio Lopes.