Bebiana Rocha
A TMG é uma das empresas presentes na nova biblioteca online de tecidos lançada pela Recover, que reúne referências desenvolvidas em parceria com fabricantes de diferentes geografias a partir da sua fibra de algodão reciclado.
A plataforma pretende facilitar o acesso de marcas de todas as dimensões a soluções têxteis que incorporem matérias-primas recicladas, dando também maior visibilidade às capacidades dos fabricantes parceiros.
Entre as referências disponíveis encontram-se as desenvolvidas pela TMG, reunidas na coleção ELITE e distribuídas entre malhas circulares e tecidos planos.
Na área das malhas, a empresa portuguesa apresenta quatro referências – 13T25, 14T25, 19T25 e 20T25 –, que combinam a fibra Recover com diferentes tipos de algodão, incluindo algodão convencional, orgânico e Good Earth Cotton. A coleção inclui estruturas como single jersey, piqué e fleece, com uma quantidade mínima de encomenda de 500 metros.
A oferta de tecidos é mais diversificada e combina a fibra Recover com Lenzing Lyocell, Good Earth Cotton e elastano. A biblioteca reúne poplines, twills, bellordines, canvas, satteens, twills 3/1, yarn dyed twills e ottomans, destinados a diferentes aplicações de vestuário, sobretudo exterior.
Na apresentação da TMG, a Recover destaca a integração vertical do grupo português, a competência técnica e a capacidade de produzir tecidos premium. A empresa é igualmente apontada como um parceiro orientado para a inovação e para uma produção responsável.
Embora a colaboração entre as duas empresas tenha já algum percurso, a entrada da TMG na biblioteca da Recover cria uma nova montra para o made in Portugal. A plataforma permite às marcas conhecer e consultar diretamente referências já disponíveis no mercado, aproximando-as dos fabricantes.
A oferta contempla já soluções para denim e deverá ser alargada em breve aos têxteis-lar.
O lançamento da biblioteca dá continuidade à estratégia definida pela Recover nos últimos anos, com o reforço da presença junto dos mercados onde os resíduos são gerados e onde se concentra a produção têxtil. A empresa tem apostado simultaneamente na consistência da fibra, na rastreabilidade e no desenvolvimento de uma cadeia de fornecimento mais próxima dos fabricantes.
Segundo Anders Sjöblom, CEO da Recover, citado no mais recente relatório de sustentabilidade da empresa, a fibra de algodão reciclado colocada no mercado em 2025 permitiu evitar 47 566 toneladas de CO₂ equivalente nas emissões de Scope 3 dos clientes da empresa e poupar mais de 25 mil milhões de litros de água, em comparação com a utilização de algodão convencional.