Bebiana Rocha
A TMG Automotive e a Universidade do Porto uniram-se numa investigação para tornar viável a utilização de cortiça no interior automóvel. Rita Almeida, investigadora da FEUP, desenvolveu uma solução para estabilizar as características naturais da cortiça e melhorar o seu desempenho em termos de proteção contra a radiação ultravioleta e envelhecimento térmico.
“Até agora a cortiça não podia ser utilizada no ramo automóvel por ser um material que descolora rapidamente sob a ação de luz solar. Foi com o intuito de solucionar esta problemática que Rita Almeida realizou a sua dissertação de mestrado. Esta nova tecnologia fornece proteção solar à cortiça através da pigmentação da mesma com nanopartículas de hematite”, explica a instituição de ensino em comunicado.
“Este foi um projeto importante para fazer face a oportunidades que já tínhamos no contexto do nosso negócio. Os desafios técnicos foram elevados, mas é com satisfação que confirmamos a viabilidade técnica da solução encontrada”, conta Vítor Fernandes ao T Jornal. Aliás, foi já feito um pedido de patente europeia conjunta entre a TMG Automotive e a FEUP.
“A TMG tem percorrido um caminho no sentido de minimizar o impacto ambiental da indústria, apostando cada vez mais na inovação e na utilização de materiais sustentáveis. Uma das filosofias da empresa é considerar que a tecnologia e a qualidade devem andar de mãos dadas, pelo que existe um enorme interesse em melhorar e adaptar a qualidade dos seus produtos”, elogia a mestre em engenharia química.
“Este é, de facto, um exemplo do compromisso da TMG Automotive em atingir os seus objetivos de sustentabilidade através da inovação. Não é por acaso que, em 2023, ficámos classificados entre as cinco principais instituições portuguesas em termos de patentes publicadas”, fecha Vítor Fernandes.