29 maio 24
Empresas

Bebiana Rocha

Tintex usa tomilho e pele de peixe para tingir

O Mapa da Sustentabilidade, uma iniciativa do IAPMEI e da RDP para promover práticas sustentáveis, esteve de visita à Tintex para conhecer formas de tingimento inovadoras com produtos biológicos. Na base estão matérias-primas como ervas, arbustos e árvores, de que é exemplo o tomilho e casca de castanheiro em pó, mas também pele de peixe, casca de pinheiro, resíduos de café, uva ou cebola.

Pedro Silva, responsável pela visita guiada durante o programa, comparou a extração do colorante do tomilho ao processo de fazer chá: “fazemos a extração do colorante com água a ferver”, partilha, o resultado final é um amarelo vivo. “O tingimento é uma técnica milenar, mas na Tintex temos uma patente para a área de tingimento com extratos vegetais, pelo que acredito que não seja o mesmo que outras empresas possam estar a fazer”, ressalvou, apontando como atuais prioridades a uniformidade da cor, solidez à lavagem e à luz. A empresa de Vila Nova de Cerveira está ainda a trabalhar na obtenção de alternativas à pele animal.

Tema de conversa no episódio foi também o projeto InVinoTex, criado em parceria com a Quinta do Soalheiro, que pretende reaproveitar resíduos de uva. “Estão-se neste momento a fazer otimizações, para perceber quais são os materiais mais resistentes, que compensam em termos de preço”, situou, deixando para breve a comercialização.

A Tintex citou outros esforços no sentido da sustentabilidade, entre elas a renovação do parque de máquinas em 2017, que permitiu uma redução de água na ordem dos 35%. Foi também feito um sistema para recuperar energias em correntes gasosas. Com uma produção de 800 toneladas de malha por ano, a Tintex teve em 2023 um volume de negócios de 12 milhões.

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