26 abril 23
Empresas

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Têxtil vai pedir ao Governo regresso do lay-off simplificado

A quebra de encomendas na indústria têxtil e do vestuário, que a ATP já tinha antecipado em declarações do seu presidente, Mário Jorge Machado, ao T Jornal, está a assumir proporções preocupantes e a associação do sector quer convencer o governo que é chegado mais um período em que o lay-off simplificado é imprescindível para ajudar as empresas a enfrentar os períodos em que o mais recomendável do ponto de vista de gestão é simplesmente desligar as máquinas.

Dois motivos mais recentes aconselham vivamente a que esse regime volte ao ativo. Por um lado, o facto de os dados do mais recente inquérito à atividade do sector têxtil mostrarem que 57% das empresas registam quebras de produção de até 30% no primeiro trimestre. Como Mário Jorge Machado disse ao T Jornal, o primeiro semestre de 2023 tenderá a ser muito semelhante ao segundo semestre de 2022. Ou seja, pelo menos até junho, as empresas antecipam que as encomendas continuarão a chegar a um ritmo ‘irritantemente’ contido – dando mostras de que a inflação continua a exercer forte impacto no consumo.

Do outro lado estão os dados das exportações. “Em fevereiro de 2023, as exportações de têxteis e vestuário registaram uma quebra de 3% em valor e de 12% em quantidade”, disse Mário Jorge Machado na passada semana – o que explana mais uma vez o impacto da inflação. “Estamos seguramente a exportar menos por mais valor. Facto que se deve à inflação que se regista na maioria dos mercados e que tem impacto ao longo de toda a cadeia de valor e fornecimento. Nestes dois meses, registámos uma quebra na maioria dos principais destinos de exportação”, disse.

É nesta envolvente que Mário Jorge Machado quer um encontro de emergência com o ministro da Economia, Costa Silva, para lhe propor o regresso, por tempo limitado, do lay-off simplificado – que permite, em comparação com o lay-off ‘normal’, uma resposta muito mais rápida a um problema que já está neste momento a ser colocado às empresas do sector e a ter forte impacto nas contas de exploração.

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