Bebiana Rocha
Para dar continuidade à produção de vestidos de noiva e de cerimónia, um grupo de 16 trabalhadoras e dois trabalhadores ucranianas instalou-se em Guimarães, na zona de Mesão Frio. A empresa têxtil, que antes se localizava em Cherkassy (a 200km de Kiev), faz parte do Maple Group, uma empresa com sede nos Países Baixos.
“Há cerca de um ano, quando a guerra rebentou, a gerente da empresa holandesa, que é minha amiga há muitos anos, telefonou-me para perguntar se estaria disposto a ajudá-la num processo de criação de uma empresa portuguesa que acolhesse ucranianos”, conta Miguel Pimenta, responsável pela Love Lace, em declarações ao jornal Público.
“Os ucranianos que estavam a trabalhar na Ucrânia viriam para Guimarães, uma cidade que ela já conhece, e aí montar-se-ia uma empresa para fazer exatamente aquilo que se fazia na Ucrânia”, acrescenta o engenheiro têxtil de formação. Com as trabalhadoras, vieram também cerca de 40 máquinas de costura.
E assim foi, desde julho do ano passado que a empresa está a laborar. “Neste momento são 20 pessoas a trabalhar. Dois portugueses e 18 ucranianos”, especifica Miguel Pimenta.
A empresa exporta para 32 países vestidos de renda, com design próprio, numa lógica de quase atelier onde fazem a “confeção de um vestido quase manual”, salienta o responsável. O próximo passo é reforçar a produção: “A produção tem de ter, no mínimo, [mais] sete a oito costureiras”, conclui Miguel Pimenta, ao Público.