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A Associação Têxtil e do Vestuário de Portugal (ATP), o CITEVE e CENTI são três das entidades que farão parte da cooperação estratégica que vai ligar as cidades de Famalicão e de Liverpool, em Inglaterra, e que pretende gerar parcerias entre centros tecnológicos, empresas, estudantes e os municípios das duas cidades. A aproximação entre as duas localidades ficou selada esta terça-feira, dia 19 de fevereiro, com a assinatura, em Inglaterra, pelos presidentes das duas cidades, Paulo Cunha e Joe Anderson (foto), do respetivo memorando de cooperação .
O documento prevê a promoção e o desenvolvimento de atividades e a realização de eventos relacionados com a atividade económica de interesse municipal, sendo assumido, para além das três entidades referidas, pelo município de Vila Nova de Famalicão, Liverpool City Council, Universidade do Minho, Hope University, Liverpool John Moores University, Sensor City, Baltic Creative, Fashion Hub e Liverpool Chamber of Commerce.
O processo teve origem na participação de Vila Nova de Famalicão, em junho de 2018, no International Business Festival na cidade de Liverpool, altura em surgiu uma vontade conjunta das duas cidades em aprofundarem uma cooperação que permita um intercâmbio transnacional de oportunidades e conhecimentos para as duas comunidades. Em outubro de 2018, uma missão inversa de uma comitiva de empresas e universidades de Liverpool, liderada pelo Deputy Mayor Gary Millar, a Vila Nova de Famalicão, no âmbito do International Day, reforçou esta aproximação.
Reconhecida em Liverpool como cidade de grandes empresas da indústria têxtil, de importantes marcas e conceituadas infraestruturas tecnológicas e de inovação, Vila Nova de Famalicão procura novos exemplos de sofisticação da tecnologia, de qualidade organizativa, de qualificação de recursos humanos e novas tendências de mercados e de setores.
Esta ligação de Vila Nova de Famalicão com Liverpool faz parte de uma ampla estratégia de internacionalização do município famalicense, que visa a cooperação institucional e de parceria com entidades transnacionais, públicas ou privadas, tendo em vista o desenvolvimento comunitário. “Temos que saber capitalizar para o território o fenómeno da globalização e a nossa circunstância europeia, aproveitando a cada vez maior facilidade ao nível de circulação de informação e de mobilidade de pessoas”, assinala Paulo Cunha, citado pelo gabinete Made In, estrutura autárquica de apoio ao empreendedorismo.