12 outubro 22
Inovação

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Têxteis na linha da frente da propriedade intelectual

O sector têxtil e vestuário nacional é um dos principais contribuintes para que Portugal seja considerado um dos países da Europa que mais usa marcas registadas e indicações geográficas nos materiais que produz, segundo o mais recente estudo do Instituto Europeu de Patentes (IEP) e do Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (IPIUE).

“As indústrias portuguesas fazem uma utilização acima da média da propriedade intelectual (patentes, marcas registadas, direitos de autor), sendo responsáveis por 1,4 milhões de empregos e 43,6% do PIB do país”, referem as duas entidades. Para além dos têxteis, sectores como os produtos químicos, peças para automóveis e vinho merecem igualmente destaque.

O estudo publicado esta terça-feira, 11 de outubro, mostra que as indústrias que fazem uso intensivo dos direitos de propriedade intelectual (DPI) geraram 29,7% de todos os empregos na União Europeia em 2017-19. Isto significa que os sectores que utilizam patentes, marcas registadas, direitos de autor, registos de desenhos ou modelos ou indicações geográficas empregam diretamente mais de 61 milhões de pessoas na União.

“O estudo mostra também que Portugal atrai um número substancial de empresas estrangeiras para se dedicarem a atividades relacionadas com a propriedade intelectual”, ao mesmo tempo que indica que, “na média da União, as atividades que fazem uso intensivo do registo de patentes, marcas, desenhos ou modelos pagam salários significativamente mais elevados do que outras indústrias (mais 41%)”. De acordo com os resultados do estudo, o valor acrescentado por trabalhador é mais elevado nas indústrias que fazem uso intensivo de DPI do que em quaisquer outras.

Este estudo concluiu também que as indústrias com utilização intensiva de DPI são mais ativas no desenvolvimento de tecnologias de mitigação das alterações climáticas e de marcas verdes.

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