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Em 2022 as exportações europeias do sector têxtil aumentaram 15%, para os 67 mil milhões de euros, mas as importações dispararam 30%, para 138 mil milhões, referem números da confederação Euratex. Ou seja, o défice comercial comum aumentou 48%, para 70 mil milhões.
“É muito difícil aumentar a quota de produção europeia devido aos custos de produção, designadamente os relativos à mão-de-obra e energia”, comenta Mário Jorge Machado, presidente da ATP, em declarações ao jornal Expresso. “Mesmo no segmento médio, os custos de produção da Europa tornam inviável este desígnio”, afirma ao Expresso.
Dai que “temos cada vez mais empresas a subcontratarem na zona do mediterrâneo, em especial em Marrocos, mas também na Tunísia e até no Egipto”, admite.
De qualquer modo, Portugal sai a ganhar na comparação com a Europa, dado que assegura um saldo positivo na balança comercial do sector, com uma taxa de cobertura de 113% em 2022 – apesar de ter ficado abaixo dos 127% do ano anterior
A nível comunitário, o que acontece com os têxteis “é claro: temos a Europa a produzir cada vez mais com energias renováveis e a competir diretamente com países que continuam a usar o carvão. O consumidor paga menos pelo produto, na loja, mas a fatura a pagar pelo planeta está a aumentar”, conclui Mário Jorge Machado.