05 janeiro 26
Comércio

Bebiana Rocha

Tarifas mais baixas reforçam estratégia industrial da China

O Conselho de Estado da China anunciou, no final de dezembro, o seu Plano de Alterações Tarifárias para 2026, que atualiza as tarifas de importação e exportação de um vasto conjunto de produtos e introduz novas linhas pautais. Segundo a publicação Modaes, as mudanças abrangem 935 produtos, incluindo várias matérias-primas têxteis, como o algodão e a lã.

No caso do algodão em rama e do algodão penteado, a tarifa de importação desce de 6% para 1%. Já a lã em bruto, cardada e não penteada passa a estar sujeita a uma taxa provisória de 1%, enquanto a lã penteada vê a sua tarifa reduzida de 8% para 3%. A atualização foi igualmente destacada pela publicação sectorial Fibre2Fashion, que sublinha a inclusão de fibras artificiais e têxteis técnicos no âmbito das alterações.

O objetivo da medida passa por consolidar a posição da China como fornecedor estratégico, o que, no setor têxtil e do vestuário, poderá traduzir-se num aumento da pressão competitiva sobre outros países exportadores. Em paralelo, o plano reflete a intenção de apoiar a modernização industrial e de estabilizar as cadeias de abastecimento.

O novo enquadramento tarifário prevê ainda o reforço do acesso preferencial no âmbito de 24 acordos de livre comércio e regimes preferenciais. Entre os países que poderão beneficiar de forma mais direta destacam-se o Japão, a Coreia do Sul, o Vietname e a Turquia.

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