22 janeiro 18
Têxteis lar

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Sporting de Braga adere à Bedattitude de Silvia Correia

O Sporting de Braga tornou-se parceiro do projeto Bedattitude, promovido pela Creative Zone, que permite a qualquer criança personalizar a fronha e o saco cama em que dorme com desenhos seus – ou por si escolhidos.

“O cliente desenha o que quer – em papel ou directamente no nosso site, que está equipado com uma ferramenta touch – e nós garantimos a entrega do produto final num prazo de duas semanas”, explica Silvia Correia, 45 anos, a fundadora da Creative Zone (CZ), uma empresa de consultadoria e comunicação com centro de gravidade em Amares, Braga.

Nos termos do acordo com o Sporting de Braga, um/a fã do clube pode personalizar a roupa de cama dormindo com a cabeça encostada a uma fronha com a sua foto no lugar da cara da mascote do clube e identificada com o seu número de sócio/a – e  ainda decorar o saco cama com a imagem que achar mais ilustrativa da paixão que tem pelos guerreiros do Minho.   

Os preços variam entre os 14,90 euros (mais portes), se for só fronha, e os 54,90 euros (mais portes), no caso do jogo de fronha e duvet (saco cama). O material usado é 100% poliester, de modo a permitir na estampagem o uso do processo de sublimação que garante que os desenhos não sairão nunca e as cores não perderão a vivacidade.

De acordo com Silvia, o poliester tem duas vantagens: não é preciso passar a ferro (“Depois da fronha e o saco saírem de máquina e secarem, basta esticá-los que ficam logo direitinhos”) e é um material amigo do ambiente (“Toda a gente sabe que o algodão provoca uma enorme erosão nos solos”).       

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“O projeto Bedattitude é um apelo à imaginação, à transformação de sonhos em roupa de cama personalizada. É a concretização da imaginação”, afirma Silvia, uma economista nómada (já viveu em Gent, Malmoe, Paris e Milão) e trabalhou no Marketing da Lameirinho, após ter tomado contacto com os têxteis lar no seu primeiro emprego do Centro de Empresas do Banif, em Guimarães.

“O bichinho dos têxteis lar é assim. Depois de morder, acabou – não há nada a fazer”, graceja a fundadora da CZ, que há três anos mantém em atividade um outro projeto seu, o D’Avó With Love, que consiste em fazer vestidos para crianças africanas carenciadas a partir de sobras de fronhas fornecidas pela industria.

A reconversão das fronhas é feita gratuitamente por voluntárias (na sua esmagadora maioria avós reformadas ou a viverem em lares), que trabalham a partir de um molde fornecido por Silvia, que conta com o apoio da Torrrestir, que contribui assegurando a distribuição, um pouco por todo o pais, da matéria prima (fronhas, botões, linhas, elásticos) bem como a recolha do produto final.

O projeto D’Avó With Love, que já vestiu mais de 1 500 raparigas de diversos países africanos (Guiné-Bissau, Moçambique, Angola, Cabo Verde, S.Tomé e Príncipe, Quénia, etc), acaba de se alargar de vestido a calções e túnicas. “Os rapazes começaram a protestar por serem apenas as miúdas as beneficiadas…”, conclui Silvia.        

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