Maria Monteiro
A To-Be-Green, uma spin-off da Universidade do Minho e com sede em Guimarães, ajudou a empresa PreZero Portugal a dar uma nova vida ao fardamento antigo dos seus trabalhadores, tendo sido desviadas do aterro sanitário cerca de duas toneladas de roupa, que foram transformadas em mais de 230 mantas.
Foi nas instalações da To-Be-Green, que se procedeu à reciclagem desses fardamentos em fim de vida, produzindo fibras têxteis que resultaram na confeção de mantas. Essas mais de 230 mantas confecionadas serão entregues a instituições de cariz social, para serem distribuídas por pessoas carenciadas.
“Ao fazermos o desvio destes resíduos para aterro, acabamos por contribuir de uma forma positiva para a sustentabilidade e redução da pegada ecológica, pois evitamos extrair novos materiais da natureza. Preservar os recursos e reduzir a zero a quantidade de resíduos não reutilizáveis, vai ao encontro do desígnio da PreZero: uma nova forma de pensar para um futuro mais limpo”, explicou Rui Matos, Responsável pela Unidade de Mortágua Industriais da PreZero Portugal, citado em comunicado da empresa sediada no Porto.
Por sua vez, António Dinis Marques, professor na Universidade do Minho e mentor científico da To-Be-Green, acrescentou que “durante este processo foram verdadeiramente poupadas emissões, aquilo que é o impacto ambiental do ciclo de vida do produto. No caso particular deste projeto da PreZero foi feita economia circular. Ou seja, pegamos naquilo que era um resíduo em fim de vida, que não teria qualquer valorização, e passamos a incorporá-lo num produto com utilidade, dando-lhe uma nova vida”.