20 outubro 23
Marcas

Ana Rodrigues

Só 10% dos retalhistas respondem por 70% dos lucros desde 2020

Entre 2015 e 2022, um em cada cinco retalhistas registou perdas e a diferença entre vencedores e perdedores continuará a aumentar. Com a pandemia, a inflação e a exigência de sustentabilidade, apenas 10% dos retalhistas geram 70% dos lucros do sector, segundo um relatório da McKinsey.

Outra conclusão explica que quase um em cada dez retalhistas reportou lucros negativos desde 2015; nesse sentido, o fosso entre vencedores e vencidos está a aumentar. Entre 2010 e 2014, os 10% dos melhores retalhistas concentraram 60% do valor criado ou lucro. Entre 2015 e 2019, a participação subiu para 66% e, nos últimos dois anos chegou a 70%.

Pelo contrário, a percentagem de retalhistas em perdas passou de 13% entre 2010 e 2014, para 20% entre 2015 e 2019, para 18% entre 2020, ano em que eclodiu a pandemia, e 2022.

Das três maiores empresas de moda consta apenas Inditex e a H&M, embora os seus lucros tenham caído significativamente em 2020. Porém, a American Gap, que registou prejuízos em 2020, regressou a valores negativos em 2022 com um resultado liquido negativo que ascendeu a 202 milhões de dólares.

Segundo o relatório da consultora, a evolução está relacionada com as mudanças na estrutura do comércio retalhista. As compras online são um dos casos. Porém, a relação entre retalhista e fornecedor também mudou, no sentido em que agora começam a fornecer outros serviços, como o fornecimento de dados de clientes ou o fornecimento de ferramentas tecnológicas – até 2027 podem vir a representar 40% dos rendimentos dos retalhistas.

Para acreditar num ambiente de mudança, a McKinsey alerta os retalhistas que a mudança deve ser grande e destaca que os maiores continuarão a liderar o crescimento do sector devido à sua maior capacidade de mudança. Além disso, a análise destaca a importância da recolha de dados, com o objetivo de compreender mais rapidamente as mudanças de consumo enfrentadas pelo sector.

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