Bebiana Rocha
O último boletim informativo da ITMF, relativo à segunda metade de janeiro de 2025, demonstra uma melhoria global na situação dos negócios. O 30º relatório destaca um aumento nos pedidos e nos stocks globais, apesar da visível queda na taxa de utilização de capacidade. Como travão a uma maior ascensão está a incerteza geopolítica.
Os resultados do questionário dão conta também das expectativas otimistas dos empresários para os próximos seis meses, com a América do Sul a apresentar os melhores valores. “43% dos participantes da pesquisa antecipam condições mais favoráveis, enquanto 14% preveem um cenário menos favorável”, lê-se na newsletter divulgada.
O saldo global é assim de +29pp, o maior desde novembro de 2022. No caso específico da Europa no que concerne às expectativas globais mantém-se o saldo de +23pp, mostrando uma melhoria por quatro meses consecutivos.
Sobre o saldo de entrada de encomendas em janeiro de 2025, sabe-se que foi de -29pp, um valor que representa uma melhoria significativa em relação aos -41pp registados em novembro de 2024, data de realização do último questionário. O saldo da Europa continua negativo, mas mesmo assim melhor do que a América do Norte e Central.
O survey dá-nos também informações por segmento de produto, diz-nos que “os produtores de vestuário são os únicos a apresentarem um saldo positivo, com +3pp”, os produtores de têxteis-lar apresentam um saldo estável de zero.
Já os segmentos upstream, mais próximos da produção de matérias-primas. registaram valores negativos. “Os produtos de fibras registaram um saldo negativo de -17pp, os de fios -25pp e os têxteis técnicos de -26pp”. Sendo assim visível o impacto das tensões geopolítica, os custos elevados de energia e das matérias-primas e a inflação.
Concluir que a principal preocupação da indústria têxtil neste momento é a baixa procura, sobretudo na Europa. Esta é uma preocupação partilhada por 58% dos inquiridos.