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O têxtil e a moda continuam recuperar nos mercados de ações internacionais e em abril o índice informal SIMB35, que inclui a evolução das 35 empresas cotadas mais representativas do sector, avançou 1,96% face ao mês anterior, atingindo o máximo desde dezembro de 2021.
O índice conseguiu ultrapassar a barreira dos 33 mil pontos, tendo-se fixado nos 33.971 pontos. A evolução foi melhor que a registada pelo Ibex35 e pelo Dow Jones no mesmo período.
Mesmo assim, entre os 35 papéis que compõem o SIMB35, apenas 14 empresas fecharam o mês em alta – numa altura marcada pela apresentação dos resultados trimestrais. Fast Retailing, EssilorLuxottica e Hermès lideraram as subidas, enquanto a Levi Strauss, Boohoo e Anta sofreram as piores descidas.
Na liderança ficou a japonesa Fast Retailing, controladora da Uniqlo, com um aumento de 10,8%. Os investidores recompensaram o bom desempenho do grupo no primeiro trimestre, em que as vendas cresceram 20,4% e os lucros 6,6%. Seguiu-se a ítalo-francesa EssilorLuxottica, com alta de 8,1%. A Hermès completa o pódio, com um aumento de 5,5%, seguida de perto pela L’Oréal, que subiu 5,2%.
A LVMH merece uma menção especial porque, embora não tenha estado entre os papéis que mais cresceram (subiu 3,1%), marcou abril ao tornar-se a empresa europeia a ultrapassar o equivalente a 500 mil milhões de dólares de capitalização.
No outro lado da balança ficou a Levi Strauss, que caiu 20,7%. A Boohoo, por sua vez, contraiu 16,3%, enquanto a Anta caiu 15,1%. A Capri, dona da Michael Kors, e Asos também registaram quedas acima dos 10%.