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O índice informal que agrega as maiores empreses têxteis e da moda mundiais, o SIMB35, registou uma queda de 5,17% ao longo do mês de agosto, a maior derrapagem desde há precisamente um ano – seguindo ao contrário dos índices mais importantes do mercado oficial.
Desta forma, a moda desfaz em agosto o caminho percorrido ao longo do ano na bolsa de valores, que tinha sido de recuperação, apesar dos altos e baixos que foi acumulando. Em agosto, 28 dos 35 papéis viram as suas cotações diminuírem.
O SIMB35, da responsabilidade da publicação espanhola Modaes, tinha aguentado os 33 mil pontos em junho e julho, mas a queda de agosto levou o índice a cair de uma só vez para 31.488 pontos, o mínimo desde fevereiro passado. No mesmo período, o Ibex35 fechou em alta de 2,41% e o Dow Jones, 1,75%. Agosto é tradicionalmente um mês negativo para a moda em bolsa: foi o segundo pior mês de 2019 e o terceiro pior de 2021 e 2022.
A Capri, dona da Michael Kors, foi a exceção: registou uma alta de 42,3% em agosto. A seguir surgiram, ainda do lado ascendentes, as norte-americanas Guess (18%) e Gap (13%). Inditex (1%), a britânica Asos (8%) e a norte-americana Bath & Body Works (4%) completam a lista das subidas.
Entre os 28 papéis que viram as suas cotações descerem, destacaram-se os da Esprit (menos 27,6%), Macys (menos 25,3%) e a Tapestry (que comprou a Capri, menos 21,6%).
O índice Modaes surgiu em setembro de 2011, com uma base de 10 mil pontos.