Bebiana Rocha
A Sasia, empresa de reciclagem de fibras têxteis, diz que “vai aparecer no mercado um grande volume de material pós consumo”, no seguimento da implementação da medida de recolha seletiva dos têxteis, obrigatória para os municípios desde o dia 1 de janeiro. Miguel Silva, administrador, admite estar preparado para dar resposta a este aumento.
“Temos maquinaria de última geração. Estamos relativamente preparados para aumentar a quantidade que resulte da aplicação da legislação em 2025, pois vai aparecer no mercado um grande volume de material pós consumo, mas não será logo no início”, diz em declarações à Agência Lusa.
Recorde-se que em 2022 a empresa de Famalicão já tinha feito um investimento considerável na aquisição de uma máquina que corta, desfibra, uniformiza fibras e enfarda, que lhe trouxe um incremento da produção a rondar os 20%. Neste momento, a Sasia tem capacidade instalada para reciclar aproximadamente 2.000 toneladas de material por mês.
Segundo o próprio, o futuro passa pela cada vez maior incorporação de materiais reciclados e fibras recicladas nos produtos. “As empresas querem fabricar para elas e desde que tenham mercado não vão parar”, acrescenta, descrente no término dos negócios assentes no fast fashion. Conta, por isso, com um portefólio de produtos completo, dividido pelas categorias: hidrófilo, colchoaria, fiação, horticultura, construção e indústria automóvel.
A Sasia tem também investido na inovação e no conhecimento para conseguir chegar ao melhor porto. Está envolvida em projetos internacionais, de que é exemplo o RegioGreenTex, mas em muitos outros com vista a desenvolver novas aplicações para a construção, de isolamento para a parte acústica e para a indústria automóvel.