14 maio 26
Marcas

Bebiana Rocha

Salsa reforça desempenho: Menos água, menos resíduos e mais energia renovável

A Salsa Jeans apresentou esta semana uma versão melhorada e alargada do seu Relatório de Impacto, onde divulga dados sobre o impacto da sua atividade, progressos alcançados, desafios e o seu compromisso contínuo com a sustentabilidade. Entre os principais resultados, destaca-se a redução de 8% no consumo de água e de 9% nos resíduos gerados, bem como o facto de 68% da eletricidade consumida já ter origem em fontes renováveis e de 74% das matérias-primas utilizadas serem de origem renovável.

O relatório evidencia ainda avanços significativos na reutilização de água, com o projeto Better Wash a permitir uma redução de 42% no consumo médio de água por peça desde 2013. Regista-se igualmente uma diminuição de 8% no consumo energético total e a antecipação em seis anos da meta de redução das emissões de âmbito 2. Em paralelo, a marca dá conta da reparação de mais de 8 mil peças através do programa Infinity.

Esta versão mais abrangente inclui também informação reforçada sobre rastreabilidade. Atualmente, a Salsa tem 100% dos fornecedores de Tier 1 e Tier 2 rastreados e, em 2025, participou num projeto piloto do Passaporte Digital de Produto no âmbito do projeto Be@t. “O crescimento só faz sentido quando é construído com responsabilidade, consistência e visão de longo prazo”, afirma Hugo Martins, CEO da marca portuguesa, sublinhando que sustentabilidade e negócio são dimensões que se reforçam mutuamente.

O relatório destaca ainda o lançamento da primeira edição de peças 100% biodegradáveis da marca e assinala que as vendas atingiram os 200 milhões de euros, com o denim a representar cerca de metade do total e o segmento feminino a liderar a procura.

No capítulo das ações futuras, organizadas por áreas, a Salsa prevê atualizar processos industriais e procedimentos de atividade para aumentar a reutilização de água residual, criar e implementar a política Better Wash internamente e junto de fornecedores diretos, e avançar com acordos de racionalização de consumos de energia (ARCE). Estão também previstas a renovação da iluminação obsoleta, a substituição de equipamentos de climatização a gás por sistemas de circulação de água e a conversão da frota a gasóleo para veículos elétricos.

Entre as medidas de melhoria incluem-se ainda etiquetas de preço com fio de algodão, introdução de embalagens reutilizáveis entre armazéns logísticos e fornecedores, criação de sistemas de gestão de resíduos nas lojas, análise da reciclagem de resíduos têxteis na unidade industrial e a garantia de certificação de materiais celulósicos segundo normas FSC, PEFC, Lenzing, Ecovero ou GRS, além da definição de compromissos para utilização de materiais de menor impacto ambiental.

Ao nível da cadeia de abastecimento, a empresa pretende assegurar que 100% das fábricas dos fornecedores diretos são auditadas e reforçar a colaboração com parceiros para reduzir o impacto ambiental negativo. Em 2025, a marca sublinha que “tornou-se ainda mais evidente que os desafios mais relevantes exigem consciência, capacidade de adaptação e um reforço contínuo da colaboração com fornecedores, parceiros e restantes stakeholders”, reconhecendo igualmente o papel da inovação, monitorização e experimentação na aceleração da evolução.

Este enfoque colaborativo é particularmente evidente na área das emissões, onde a empresa reforça que a redução depende não apenas de melhorias internas, mas também do trabalho conjunto com fornecedores, parceiros logísticos e outros atores da cadeia de valor. Em termos de resultados, registou-se uma redução de 8% nas emissões de âmbito 1, 43% no âmbito 2 e 13% no âmbito 3. Para estes resultados contribuiu ainda a reciclagem realizada pelos fornecedores, com 65% dos resíduos gerados nas unidades fabris a serem reciclados.

O relatório reflete também a aposta crescente no fornecimento de proximidade, com Portugal a representar 20%. Ainda assim, mais de metade dos fornecedores (56%) continuam fora do contexto de proximidade, sobretudo concentrados na Ásia.

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